segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Cientistas descobrem novas mutações do melanoma

Descoberta pode contribuir para desenvolver tratamentos para prevenir e deter progressão do câncer


Pesquisadores descobriram duas novas mutações genéticas responsáveis por provocar 71% dos casos de melanoma, um câncer de pele agressivo particularmente letal, segundo trabalhos científicos divulgados.

Estas mutações, detectadas na parte do genoma que controla os genes, não aos genes em si mesmos, se produzem nos tumores de um grande número de pessoas e poderiam muito bem ser os mais frequentes em melanomas que foram encontrados até o momento.




Esta descoberta, que foi objeto de dois estudos publicados na edição online da revista Science, poderia ajudar a entender melhor como se desenvolvem os melanomas e até mesmo outros tipos de câncer. Em última instância, isso poderia conduzir a tratamentos para prevenir o câncer o deter sua progressão.

Esta é a primeira vez que mutações vinculadas ao câncer são descobertas nesta vasta região do DNA das células cancerígenas.

Esta região é chamada de "matéria escura" do genoma, em alusão à matéria que formaria grande parte do Universo, mas continua sendo difícil de alcançar.

Um grande número de mutações presentes no câncer foram identificadas nas últimas décadas, mas se encontravam em todas nas demais regiões dos genes responsáveis pela produção de proteínas, explicaram os pesquisadores.

"Esta descoberta representa uma primeira incursão na 'matéria escura' do genoma do câncer", afirmou o doutor Levi Garraway, do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston, o principal autor do estudo.

"É a descoberta das duas mutações mais comuns no melanoma, que poderiam conduzir à busca de um tratamento preventivo orientado a estas mutações", completou.

Os pesquisadores também informaram que estas mutações estão presentes nas células de câncer do fígado e bexiga.


Fonte: Exame

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cuidados durante viagens de férias




Muitos pacientes em tratamento contra o câncer aproveitam as festas de final de ano longe de casa e, para garantir o bem-estar, algumas recomendações devem ser seguidas. O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo preparou orientações para um período de férias tranquilo.

O primeiro passo é que o médico saiba e esteja de acordo com a decisão sobre a viagem. Outra importante recomendação é que pacientes em tratamento quimioterápico devem proteger-se do sol com uso de filtro solar e roupas adequadas, que devem incluir chapéus ou lenços na cabeça.

Cuidar da alimentação também faz parte da rotina de cuidados. É importante que o paciente sempre consuma alimentos frescos e de procedência confiável, além de ingerir bastante líquido. Outra dica é não esquecer de levar na viagem todos os medicamentos que estejam em uso, assim como os sintomáticos, utilizados em caso de dor, febre e vômito.

Algumas dicas essenciais podem e devem ser seguidas. É fundamental que o paciente adote todas as recomendações dadas pelo médico que o acompanha, garantindo seu bem-estar e uma viagem sem imprevistos.

É importante destacar ainda que se o paciente apresentar febre igual ou superior a 37,8ºC (medida em baixo das axilas) e estiver em quimioterapia ou radioterapia, deve procurar imediatamente o serviço local de saúde ou entrar em contato com o seu médico.

Se estiver viajando de avião, tente se levantar e caminhar pelo avião a cada 1h, para melhorar a sua circulação.

Mantenha-se hidratado, principalmente, em aviões ou lugares secos ou áridos.
Evite bebidas alcoólicas durante os vôos.

Se você se sentir indisposto, procure assistência médica imediatamente.

Diminua as chances de infecções. Dê preferência a bebidas engarrafadas e alimentos bem cozidos.

Se for viajar para um local onde os costumes e a culinária são diferentes do que você está acostumado, mantenha com você bebidas e petiscos, como barras de cereais, chocolates e biscoitos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Câncer de pele



O câncer de pele é um aumento incontrolável de células cutâneas anormais. Se não forem verificadas, essas células cancerosas poderão se espalhar da pele para outros tecidos e órgãos.
Existem diferentes tipos de câncer de pele. O carcinoma basocelular é o tipo mais comum. O melanoma é menos comum, entretanto mais perigoso.

Causas
A camada mais externa da pele, a epiderme, é composta por diferentes tipos de células. Os cânceres de pele são classificados de acordo com o tipo de células epidérmicas presentes:
*O carcinoma basocelular se origina do crescimento anormal de células na camada mais profunda da epiderme e é o tipo mais comum de câncer de pele.
*O carcinoma de células escamosas se refere a alterações nas células presentes na camada central da epiderme.
*O melanoma ocorre nos melanócitos (células que produzem pigmento) e é menos comum do que o carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas, porém, é o tipo mais perigoso. É a principal causa de morte decorrente de doenças de pele.
*O câncer de pele pode ser classificado como melanoma ou não melanoma. O carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas são os cânceres de pele não melanoma mais comuns. Outros tipos de cânceres não melanoma são sarcoma de Kaposi, carcinoma de célula de Merkel e linfoma cutâneo.

Fatores de risco
*Compleição: O câncer de pele é mais comum em pessoas de pele, cabelos e olhos claros.
*Genética: Ter um histórico familiar de melanoma aumenta o risco de ocorrência desse câncer.
*Idade: O câncer de pele não melanoma é mais comum após os 40 anos.
*Exposição solar e queimadura do sol: A maior parte dos cânceres de pele ocorrem em áreas da pele que estão regularmente expostas à luz solar ou à outra radiação ultravioleta. Esta é considerada a principal causa de todos os cânceres de pele.

O câncer de pele pode surgir em qualquer pessoa, não apenas nas pessoas que tenham esses fatores de risco. Pessoas jovens e saudáveis -- inclusive pessoas com pele, cabelos e olhos escuros -- podem sofrer de câncer de pele.

Sintomas de Câncer de pele
O câncer de pele pode ter muitas aparências diferentes. Eles podem ser pequenos, brilhantes, lisos, escamosos e ásperos, firmes e avermelhados, com crostas ou sangramentos, ou possuir outros aspectos. Portanto, qualquer suspeita deve ser examinada por um médico. Veja os artigos sobre os tipos de câncer de pele específicos para obter mais informações.
Alguns aspectos a serem considerados:
*Assimetria: metade da área anormal da pele é diferente da outra metade
*Bordas: bordas irregulares
*Cor: varia de uma área para outra com tonalidade bronzeada, marrom ou preta (às vezes branca, vermelha e azul)
*Diâmetro: geralmente (mas nem sempre) maior que 6 mm de tamanho (o diâmetro de uma borracha de lápis)
*Qualquer formação na pele com sangramento ou que não cicatrize

Use um espelho ou peça para alguém olhar suas costas, ombros e outras áreas difíceis de examinar.
Qualquer pinta, lesão ou formação suspeita na pele deve ser examinada por um médico imediatamente. Leve muito a sério quaisquer mudanças em uma pinta ou qualquer formação inesperada na pele.


Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Alimentação durante o tratamento quimioterápico




O tratamento quimioterápico, radioterápico e de radioiodoterapia podem apresentar diversos efeitos colaterais. Esse processo, dependendo do paciente, causa alterações no organismo, que podem ser leves ou agudas.

Os efeitos têm duração variável e, geralmente, desaparecem após algumas semanas - mas são os grandes responsáveis pela ingestão alimentar insuficiente e, consequentemente, pela perda de peso durante o tratamento.

A boa notícia é que estes sintomas desagradáveis podem ser minimizados por meio do uso de medicamentos prescritos pelo médico e com uma avaliação nutricional. Os profissionais, em conjunto, irão avaliar quais são os cuidados necessários com a alimentação durante o período de tratamento.

Vale lembrar que nem todos os quimioterápicos ou a radioterapia ocasionam efeitos indesejáveis e cada organismo responde de forma individualizada ao tratamento, dependendo da idade, da condição clínica e nutricional de cada um e da ocorrência da necessidade de tratamentos associados. Por isso, nem todas as pessoas apresentam os efeitos colaterais da quimioterapia ou radioterapia.

Entretanto, se os efeitos colaterais manifestarem-se, lembre-se que são temporários. Seja positivo, tenha persistência e determinação em não interromper o tratamento médico. A continuidade do tratamento e o empenho em garantir uma alimentação adequada são fundamentais para a recuperação e manutenção da saúde.

Assim, é muito importante que você comunique a seu médico caso apresente algum efeito colateral ou qualquer alteração da sua condição habitual. Procure também um nutricionista para a avaliação, orientação e acompanhamento nutricional visando ajustar a sua dieta e contornar as possíveis reações desagradáveis decorrentes da quimioterapia e/ou radioterapia a fim de prosseguir mais confortavelmente e com mais êxito ao tratamento proposto pelo seu médico.

Confira algumas receitas simples:

Pratos salgados
-Cestinhas de folhas (náuseas e vômitos, intestino preso)
-Wrap integral de frango e hortaliças (náuseas e vômitos, intestino preso)
-Rocambole de fubá (dor para engolir, feridas na boca, náuseas e vômitos, diarreia)
-Almôndega de aveia (ausência ou alteração de paladar, náuseas e vômitos, intestino preso)
-Arroz Cremoso (dor para engolir, feridas na boca, boca seca)
-Sopa de grão de bico com abacaxi (radioiodoterapia, ausência ou alteração de paladar, dor para engolir boca seca, intestino preso)
-Sopa de batata doce com alho poro (radioiodoterapia, feridas na boca, boca seca)

Pratos doces
-Flan de laranja com calda de hortelã (alteração no paladar, dor para engolir, feridas na boca, boca seca, náuseas e vômito)
-Flan de melancia (radioiodoterapia, dor para engolir, boca seca)
-Sorvete de erva doce com maçã (ausência ou alteração no paladar, dor para engolir, feridas na boca, boca seca, náuseas e vômito)
-Banana com cravo e canela (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca)
-Bolo de mel - sem ovo (radioiodoterapia, dor para engolir)

Bebidas
-Suco de maçã, limão e hortelã (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômito e diarreia)
-Gelo verde (ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômitos)
-Suco de couve cítrico (ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômito)
-Espumante de maçã com hortelã (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômitos, diarréia)
-Suco de cenoura, tangerina e gengibre (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, nauseas e vômitos)
-Milk-shake de banana (dor para engolir, feridas na boca, boca seca, intestino preso)



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Câncer feminino: Colo do Útero




Desde a primeira menstruação, é recomendável que toda mulher crie o hábito de consultar um ginecologista regularmente. Essa é uma atitude preventiva essencial para que ela cuide da sua saúde íntima e evite que alguma doença seja descoberta apenas em estágios bastante avançados.

Um dos problemas que mais preocupa médicos e pacientes é, sem sombra de dúvida, o câncer, enfermidade que pode atingir os diversos órgãos do aparelho reprodutor feminino. Por isso, a mulher que se preocupa com a sua saúde, também aprende a se conhecer muito bem para identificar os primeiros sintomas de quando alguma coisa está errada.

Ginecologistas esclarecem que todos os tipos de câncer apresentam sintomas quando em fases já avançadas. Portanto é imprescindível que as mulheres se submetam a exames periódicos de prevenção e detecção precoce.

O câncer do colo do útero, segundo a especialista, é tipo de tumor que muitas vezes está relacionado à infecção pelo vírus HPV, transmitido sexualmente. No entanto, vários fatores de risco associados, como tabagismo, uso de pílulas, higiene inadequada, mudança frequente de parceiros e outras infecções concomitantes, aumentam o risco do aparecimento e progressão das lesões pré-tumorais.

Em relação aos sintomas, o câncer de colo de útero geralmente provoca corrimento vaginal (às vezes sanguinolento), sangramento nas relações sexuais e dor pélvica em casos mais avançados. As lesões iniciais e pré-tumorais, não causam sintomas e podem ser detectadas pelo exame ginecológico e pelo teste de Papanicolau.