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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Nova droga pode reduzir em mais da metade risco de câncer de mama

Um estudo britânico com 4 mil mulheres mostrou que o uso da droga anastrozol pode reduzir em mais da metade a probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama em pacientes de alto risco.



O estudo da Universidade Queen Mary, de Londres, foi publicado na revista Lancet. Além de mais barato, o anastrozol se mostrou mais eficaz e apresentou menos efeitos colaterais que os medicamentos habituais.

O estudo dividiu as mulheres em dois grupos, ambos com pacientes consideradas de alto risco (por possuírem histórico de câncer na família).

No primeiro grupo, no qual as mulheres não receberam o anastrozol, 85 dentre 2 mil mulheres desenvolveram câncer de mama. Já no segundo grupo, que recebeu o medicamento, apenas 40 entre 20 mil mulheres tiveram câncer. Não houve registro de efeitos colaterais.

O estudo mostrou que o anastrozol impede a produção do hormônio estrógeno, substância que tende a impulsionar o crescimento da maioria dos cânceres de mama.

O chefe da pesquisa, professor Jack Cuzick, comemorou a descoberta, lembrando que "o câncer de mama é de longe o mais comum entre as mulheres e agora temos chances de reduzir os casos".

"Esse tipo de droga é mais efetiva que as habituais como o tamoxifeno e, o que é crucial, tem menos efeitos colaterais".


Pós-menopausa

O estudo também concluiu que o anastrozol apenas não consegue impedir a produção de estrógeno nos ovários, o que o faz efetivo apenas se ministrado a mulheres que já passaram pela menopausa.

Nesse caso, o medicamento mais indicado seria o tamoxifeno, cujo custo é igualmente baixo, por causa da patente já vencida.

Alguns países já disponibilizam o tamoxifeno, além do raloxifeno, como medicamento preventivo. Ambas igualmente bloqueiam a produção de estrógeno. No caso do tamoxifeno, antes e depois da menopausa. O ponto negativo é que ambos também aumentam o risco de câncer de útero e trombose venosa profunda.





Rede pública

Médicos e ativistas já começaram a pedir que o medicamento esteja disponível na rede pública de saúde da Grã-Bretanha. Alguns chegam a sugerir que o remédio seja oferecido a mulheres saudáveis.

Em 2013, o Instituto Nacional de Saúde e Tratamento de Excelência da Inglaterra e do País de Gales recomendou o uso de tamoxifeno a mulheres de alto risco e com mais de 35 anos.

Considerando que a recomendação poder ser extendida ao anastrozol, isso significa que até 240 mil mulheres possam ser beneficiadas na Grã-Bretanha, segundo a ONG Cancer Research UK.

Para a professora Montserrat Garcia-Closas, do Institute of Cancer Research de Londres, que conduziu o maior estudo sobre câncer de mama, "esta é uma descoberta muito significativa e muito importante".

"A questão agora é se a droga vai reduzir a mortalidade e se vai requerer mais estudos. Mas isso já traz importantes evidências de que a dorga pode ser uma alternativa ao tamoxifeno", disse.

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cientistas criam bisturi inteligente que identifica câncer pelo cheiro


Pesquisadores desenvolveram uma faca cirúrgica inteligente que colhe amostras da fumaça gerada durante o corte de um tumor para mostrar ao médico, dentro de apenas alguns segundos, se o tecido que está sendo removido é normal ou cancerígeno. A amostragem é obtida através da análise da espectrometria de massas, que consegue obter uma identidade molecular única para tipos específicos de câncer. O novo bisturi pode se provar útil na remoção de tumores porque uma das principais preocupações dos médicos que fazem o procedimento é remover as células malignas de câncer enquanto preservam o tecido saudável ao redor. O estudo foi publicado na revista Science Translational Medicine.

Os limites de um tumor nem sempre são fáceis de se detectar, e cirurgiões com frequência enviam um pedaço de tecido dos pacientes para um histologista - enquanto a pessoa permanece anestesiada - para confirmar se o material é cancerígeno ou saudável. A equipe de pesquisadores do London Imperial College, no Reino Unido, coletou um banco de dados com quase 3 mil tecidos específicos para criar a iKnife. No primeiro teste com a faca, 81 pacientes tiveram um diagnóstico extremamente preciso, de acordo com os cientistas.


O diagnóstico do iKnife leva apenas três segundos, em comparação aos 20 ou 30 minutos necessários para um diagnóstico histológico, e requer apenas um pedaço de 0,1 milímetro cúbico de tecido. Zoltan Takats, idealizador do bisturi, sugere na pesquisa que essa ferramenta é segura e confiável o suficiente para ter seu uso difundido em breve nas salas de operação.


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