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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Estudo identifica mutações que dão origem a câncer

Cientistas anunciaram o que dizem ser um novo marco na pesquisa do câncer, após identificarem 21 mutações que estariam por trás da maioria dos tumores.

O estudo, que foi divulgado na revista 'Nature', afirma que estas modificações do código genético são responsáveis por 97% dos 30 tipos mais comuns de câncer.

Descobrir o que causa as mutações pode levar à criação de novos tratamentos.

Algumas dessas causas, como o hábito de fumar, já são conhecidas, mas mais da metade delas ainda são um mistério.

Durante o período de uma vida, células desenvolvem uma série de mutações que podem vir a transformá-las em tumores letais que crescem incontrolavelmente.

Origens do câncer
A equipe internacional de pesquisadores estava procurando as causas das mutações como parte da maior análise já feita sobre o genoma do câncer.

As causas mais conhecidas de mudanças no DNA, como a superexposição aos raios UV e o hábito de fumar, aumentam as chances de desenvolver a doença.

Mas cada uma delas deixa também uma marca única - uma espécie de assiantura - que mostra se foi o fumo ou a radiação UV, por exemplo, o responsável pela mutação.

Os pesquisadores, liderados pelo Instituto Sanger, do Reino Unido, procuraram por mais exemplos destas 'assinaturas' em 7.042 amostras tiradas dos 30 tipos mais comuns de câncer.

Eles descobriram que 21 marcas diferentes eram responsáveis por 97% das mutações que causavam os tumores.

'Estou muito animado. Esses padrões, essas assinaturas, estão escondidos no genoma do câncer e nos dizem o que está realmente causando o câncer em primeiro lugar - é uma compreensão muito importante', disse Sir Mike Stratton, diretor do Instituto Sanger, à BBC.

'É uma conquista significativa para a pesquisa s
obre câncer, é bastante profundo. Está nos levando a áreas do desconhecido que não sabíamos que existiam. Acho que este é um grande marco.'

Mistérios
Outras marcas encontradas no genoma do câncer estavam relacionadas com o processo de envelhecimento e com o sistema imunológico do corpo.

As células respondem a infecções virais ativando uma classe se enzimas que modificam os vírus até que eles não funcionem mais.

'Acreditamos que quando ela (a célula) faz isso, há efeitos colaterais - seu próprio genoma se modifica também e ela fica muito mais propensa a se tornar uma célula cancerígena, já que tem uma série de mutações - é uma espada de dois gumes', diz Stratton.

No entanto, doze dessas marcas genéticas encontradas no genoma do câncer ainda estão sem explicação.

Espera-se que se algumas delas puderem ser atribuídas a fatores ambientais, novas formas de prevenir a doença possam ser desenvolvidas.

As dúvidas também podem fomentar novas pesquisas. Uma das causas desconhecidas das mutações cancerígenas acontece no neuroblastoma, um câncer em células nervosas que normalmente afeta crianças.

'Sabemos que fatores ambientais como o fumo e a superexposição aos raios UV podem causar modificações no DNA que podem levar ao câncer, mas em muitos casos nós não sabemos o que provoca as falhas no DNA', afirmou o professor Nic Jones, da instituição britânica voltada para pesquisa do câncer Cancer Research UK.

'As marcas genéticas encontradas nesse estudo fascinante e importante identificam muitos processos novos por trás do desenvolvimento do câncer.'

De acordo com Jones, entender o que causa esses processos pode levar a novas maneiras de prevenir e tratar a doença.

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Estudo aponta que café expresso pode diminuir chances de ter câncer


Um pesquisador e professor de Santos, no litoral de São Paulo, descobriu que algumas xícaras de café por dia ajudam a evitar doenças como câncer, alzheimer, parkinson e diabetes. A pesquisa inédita, porém, aponta que doses em excesso da bebida devem ser evitadas por mulheres após a menopausa e por pessoas que tem pressão alta.

O famoso cafezinho é conhecido por afastar o sono, alegrar o espírito, melhorar a digestão ou até mesmo, substituir o doce após o almoço. Mas, o que poucos sabem, é que ele tem benefícios muito melhores, como por exemplo, ajudar a prevenir doenças degenerativas.

Esse poder do café foi descoberto pelo químico Silvio José Valadão Vicente, que dá aulas na graduação em Engenharia Química e pós-graduação em Sustentabilidade na Universidade Santa Cecília (Unisanta). Ele ficou três anos estudando a composição do café e descobriu que a bebida era capaz de aumentar o número de enzimas que combatem os radicais livres, responsáveis por algumas doenças. “O corpo da gente, quando trabalha, produz umas substâncias chamadas radicais livres. São substâncias agressivas que começam a atacar todas as moléculas que estão disponíveis e, quando ele ataca, pode causar doenças sérias tipo câncer, alzheimer, parkinson, catarata e diabetes. Nós temos no corpo substâncias antioxidantes. As mais ativas são três enzimas. Quando o corpo gera esses radicais, as enzimas destroem para não causar essas doenças.”, explica o professor.

Após o estudo teórico, o químico fez experiências com ratos na Faculdade de Saúde Pública e na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “A parte do fígado do rato simula muito o que acontece no organismo humano”, afirma. Quase 180 ratos foram utilizados nos testes que duraram cerca de um ano. Eles foram divididos em grupos. Um deles recebia água e os outros tomavam quantidades diferentes de café. Um biólogo, que auxiliou nas pesquisas, dava café para os ratos todos os dias. A quantidade variava de meio mililitro até dois mililitros por dia, conforme o grupo. Após determinado período, os ratos foram mortos. “A gente coleta o fígado dele e no fígado a gente pode analisar se houve aumento ou não daquelas enzimas”, conta o químico.

A experiência deu resultado positivo. Uma dose de café, que representa cerca de um mililitro, aumentou o número de enzimas defensoras no organismo do rato. A medida equivale a quatro xícaras por dia. “O aumento dessas enzimas defensivas foi sensacional. Medi três enzimas diferentes. As três aumentaram e todas aumentaram mais que o dobro. O legal dessas enzimas aumentarem é que a pessoa vai ficar mais protegida”, garante o professor.

Segundo ele, é importante alertar a população que as quatro xícaras diárias não irão impedir as pessoas de terem doenças degenerativas, mas irão aumentar as defesas em relação a elas. “Não é que se você tomar café você nunca vai ter câncer ou diabetes. Doença é sempre uma probabilidade. O café, como outras substâncias, é um tremendo auxiliar. Ele diminui as chances de você ter essas doenças degenerativas”, diz.

Além de descobrir esse benefício da bebida, o químico também conseguiu provar que o café em excesso, mais que quatro xícaras por dia, não é recomendado para mulheres pós menopausa, pessoas com pressão alta e osteoporose. “O café tem cafeína, que é um estimulante. Em grande quantidade aumenta a pressão arterial e há perda de cálcio”, explica. Para quem tem pressão alta e osteoporose, a doença pode se tornar pior. Já uma mulher pós-menopausa, segundo ele, não deveria tomar café, porque ele aumentará a perda de cálcio e pode agravar um estado de osteoporose. “Mas tem o plano B. É só tomar o descafeinado. É recomendado”, orienta.

Segundo o cientista, toda a pesquisa foi realizada com o café puro, o famoso expresso. Segundo Vicente, se a bebida for adicionada com outras, como por exemplo, o café com leite, não irá fazer o mesmo efeito.

A pesquisa que gerou todas essas informações é inédita e foi a tese apresentada pelo professor em seu doutorado. Dois artigos sobre o assunto foram publicados na revista americana Journal of Agriculture and Food Chemistry e na revista brasileira Brazilian Archives of Biology and Tecnology. Agora, o professor quer que a pesquisa seja divulgada para todos para que a ciência seja cada vez mais útil e benéfica para o bem estar humano.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

ESTUDOS REVELAM QUE CONSUMIR CACAU EVITA CÂNCER DE CÓLON


O cacau é rico em polifenóis, que age no organismo protegendo contra o câncer de cólon. Um estudo afirmou que a substância encontrada na fruta protege o intestino contra o estresse oxidativo e contra a sobrecarga de substâncias que causam problemas para a estrutura de componentes celulares.

A fruta que dá origem ao chocolate também é capaz de evitar o surgimento de células cancerígenas. Os cientistas usaram ratos para o estudo e concluíram que, aqueles que ingeriram o cacau apresentaram uma melhora em suas defesas antioxidantes.

Fonte