sexta-feira, 28 de junho de 2013

Diagnóstico de câncer pode ser período de autoconhecimento para jovens

Ademir descobriu que tinha linfoma aos 19 anos: "O pior é o que está na cabeça, o medo. O tratamento, em si, não é o mais complicado"
"Fiquei revoltado com tudo. Deixei o hospital e, na mesma noite, resolvi sair e beber. Eu estava abalado demais.” Foi dessa maneira que Ademir Guilherme Penso, 21 anos, reagiu, há dois anos, ao descobrir que estava com linfoma. No dia seguinte ao diagnóstico, uma conversa com especialistas deixou o universitário mais calmo. O estado do câncer no sistema linfático era avançado, mas as expectativas de cura, boas. “Fiz o acompanhamento psicológico, que todos precisam durante o tratamento. Mas minha família ficou ainda mais mexida. Por ver todos preocupados, precisei ser mais forte e acreditei sempre que seria curado”, conta.

A explosão da revolta seguida de uma grande onda de otimismo é reação comum entre os jovens acometidos pelo câncer. Segundo a especialista em psico-oncologia Marilia Zendron, existe a tendência de o paciente, em um primeiro momento, enxergar a doença como o fim da vida. “É um pensamento que não difere muito do adulto que recebe o mesmo diagnóstico. Porém, com a troca de experiências e vivências, e o aprendizado que o tratamento proporciona, a pessoa percebe que não é assim e que é possível viver com câncer e, principalmente, após o câncer”, afirma.

Chefe do Centro de Oncologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Sandro José Martins aponta que uma característica nos jovens pode amenizar o quadro de tensão. Eles normalmente têm menos problemas de saúde e a reserva funcional melhor, o que aumenta a eficácia do tratamento. “Também, em geral, toleram procedimentos cirúrgicos maiores e não se revoltam com os procedimentos médicos às vezes agressivos. Isso faz com que a possibilidade de sucesso seja mais ampla do que a de pacientes mais idosos”, explica.

O tratamento a que Ademir foi submetido começou logo que o tumor foi confirmado, pelo estado avançado do linfoma não era possível esperar. Para se dedicar à recuperação, ele trancou o semestre do curso de direito. “Preferi pausar um pouco os estudos e não precisar me preocupar com provas e trabalhos”, explica. O universitário foi submetido a sessões de quimioterapia até janeiro do ano passado. Segundo ele, que está curado, apesar dos impedimentos e das dificuldades, a terapia foi tranquila.

O tratamento a que Ademir foi submetido começou logo que o tumor foi confirmado, pelo estado avançado do linfoma não era possível esperar. Para se dedicar à recuperação, ele trancou o semestre do curso de direito. “Preferi pausar um pouco os estudos e não precisar me preocupar com provas e trabalhos”, explica. O universitário foi submetido a sessões de quimioterapia até janeiro do ano passado. Segundo ele, que está curado, apesar dos impedimentos e das dificuldades, a terapia foi tranquila. “A alimentação é mais restrita. Há coisas que não dá para fazer porque você está fraco. Mas eu consegui levar bem. Mantive contato com amigos, as saídas no fim de semana”, conta. O grande desafio mesmo foi enfrentar os pensamentos negativos. “O pior é o que está na cabeça, o medo. O tratamento, em si, não é o mais complicado.”

Segundo Zendron, as mudanças no modo de vida do jovem com câncer são um fator que pode trazer dificuldades. “Eles buscam certa independência, sair com os amigos, voltar mais tarde para casa. Ao receberem o diagnóstico, todo esse processo pode ser abalado. Haverá uma rotina de horários, necessidade de exames constantes, restrições desde mobilidade até de alimentação. Essa já é uma fase da vida em que a pessoa precisa de muita aprovação e, se está doente, como fazer isso?”

Fonte

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Transplante de medula óssea: um gesto que salva vidas


A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo mais conhecida por 'tutano'. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas, que são essenciais para a saúde do ser humano.

O transplante de medula é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma. A Leucemia é um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos, afetando sua função e velocidade de crescimento. Nesses casos, o transplante é complementar aos tratamentos convencionais.

Para ser um doador de medula, a pessoa precisa ter entre 18 e 55 anos e estar totalmente saudável. É preciso procurar o hemocentro mais próximo para se cadastrar. Em seguida será feito alguns exames clínicos para confirmar o seu bom estado de saúde.

Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação, o doador não terá alterações em seu estado de saúde. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. Um pequeno gesto de um doador voluntario pode salvar a vida toda de um paciente já que quando se faz um transplante de medula, a rejeição é rara. É preciso que o ser humano tenha mais solidariedade e ajudar ao próximo quando este precisar. Existem muitas pessoas passando por doenças complicadas que precisam de um doador.

O GAPC – Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer tem como objetivo ajudar a melhorar a saúde e qualidade de vida dos seus assistidos, fornecendo medicamentos, atendimentos, etc. Se você é maior de 18 anos e tem câncer, agende uma visita e se cadastre.

www.gapc.org.br

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Projeto PrevenIR - GAPC

Através das ações do projeto PrevenIr, campanhas, caminhadas e passeios, o GAPC se integra à sociedade e leva cuidado, orientação e respeito ao cidadão portador de câncer.
Em dois anos de trabalho o Projeto já atendeu mais de 4500 pessoas em 27 cidades diferentes.

Os atendimentos são feitos por dentistas, médicos e enfermeiros, e tem como principal objetivo realizar exames de rastreamento de câncer de pele, bucal e de mama, além de distribuir material informativo e de dicas de prevenção e conscientização da importância do diagnóstico precoce, que aumenta em mais de 80% a chance de cura.

Nosso ônibus-consultório está equipado com equipamentos de uso odontológico e nossa equipe está sempre disposta a receber e ouvir você!

Dúvidas? Mande um e-mail para contato@gapc.org.br



Cuidados com o frio

Tosses, espirros, dificuldade para respirar, falta de ar e eventuais idas ao pronto-socorro são alguns dos sintomas de que o inverno está chegando. Porém, esse pesadelo pode ser evitado com algumas medidas simples.

É difícil prevenção total por conta da variação climática, mas com alguns cuidados é possível passar o inverno sem nenhum resfriado.

> Agasalhar-se bem, evitando roupas leves nos dias mais frios, e fugir da chuva são recomendações fundamentais. O choque térmico agride as vias aéreas, facilitando as infecções.

> Alimentação equilibrada, horas regulares de sono e atividades físicas são imprescindíveis para melhora da defesa do organismo.

> O ambiente deve estar sempre ventilado e se possível, com uma temperatura agradável.

> Não deixe de ingerir líquidos. Além de hidratar, ajuda a manter a temperatura normal do corpo.

> Lave as mãos com frequência, pois elas têm um grande poder de transmissão de agentes infecciosos.

> Se tiver mais de 60 anos ou for portador de doença pulmonar crônica, vacine-se contra a gripe, de preferência, dois meses antes do inverno, para uma melhor reação do organismo e criação de anticorpos.

Fonte

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Vivendo com câncer: Sexualidade é qualidade de vida


A sexualidade é um item importante para a construção de uma boa qualidade de vida, mesmo durante o tratamento contra o câncer. Às vezes, o paciente passa a se preocupar mais com a sua saúde, exames, medicações, cirurgias, quimioterapia e radioterapia, e acabam deixando um pouco de lado a sua vida sexual.

Quando uma pessoa recebe a notícia do câncer, é uma grande surpresa que pode gerar alguns transtornos. Além do tratamento, o paciente pode ter problemas psicológicos como depressão, rebeldia, negação, dificuldade na comunicação, entre outros. A pessoa geralmente fica pessimista, pois não conhece bem os avanços tecnológicos na medicina oncológica.

A quimioterapia e seus efeitos colaterais são responsáveis pela diminuição da libido (desejo sexual), isso pode ser amenizado ou eliminado com apoio psicoterápico. O dialogo aberto com o parceiro nesta etapa é fundamental. São variadas as alterações hormonais que interferem no comportamento sexual, sendo diferente para cada paciente. Nas mulheres, por exemplo, pode ocorrer também amenorreia (ausência da menstruação) ou diminuição na lubrificação vaginal. Nos homens com câncer de próstata, há a prevalência de disfunção sexual. E em ambos os sexos existe a perda do apetite para o sexo.

Essas mudanças no organismo exigem cuidados especiais, o primeiro passo é procurar o médico especialista. Dependendo do caso, o mais indicado é fazer um acompanhamento psicológico, individual ou em casal. Saber que profissional de saúde procurar, que tratamentos podem ser feitos são informações essenciais para quem deseja viver essa fase da vida com tranquilidade.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Quatro avanços no combate ao câncer

A exemplo da cirurgia realizada por uma equipe japonesa no Estado na semana passada, que possibilitou menos dor e sofrimento no tratamento, o avanço da oncologia oferece procedimentos com menor agressividade e com resultados mais eficazes. A maior limitação, entretanto, é a cobertura de planos de saúde e da rede de assistência pública.

Zero Hora consultou especialistas que comentaram as principais inovações no tratamento de tumores. Veja o que eles apontaram:

1 - Ressurgimento da imunoterapia

Medicamentos que estimulam o sistema imunológico do paciente estão mais eficientes

Como funciona: O medicamento estimula rotas que se utilizam do sistema imunológico do próprio paciente para combater células doentes. A imunoterapia tinha sido abandonada por apresentar alta toxidade, mas novos imunoterápicos têm apresentado prognósticos melhores.

Que tipos de câncer envolve: Melanoma, leucemia, rim, intestino, linfoma e mama.

Principais vantagens: Associado a outros medicamentos, aumenta a capacidade de resposta ao tratamento.

Custo: Depende do imunoterápido, pode variar entre R$ 10 mil e R$ 260 mil por mês, sendo o tempo de administração do remédio também variável em cada paciente.

Cobertura: Não é disponibilizado pelo SUS, alguns planos de saúde cobrem.

2 - Medicina personalizada
Torna possível obter informações mais sofisticadas sobre como um tumor age em um paciente em específico.

Como funciona: Por meio de um painel de distribuição dos genes do paciente, é possível identificar o comportamento biológico da doença, bem como mutações que encaminham para um tratamento personalizado.

Que tipos de câncer envolve: Mama, pulmão, intestino, melanoma.

Principais vantagens: Tratamento individualizado. Em vez de se basear apenas na clínica, na patologia ou na biópsia, que, de certa forma, generalizam os casos, é possível analisar as moléculas do tumor e oferecer ao paciente um tratamento menos agressivo e mais inteligente.

Custo: Dependendo do nível de detalhamento, um sequenciamento genético pode custar de R$ 1 mil a R$ 10 mil.

Cobertura: Somente na rede particular. O exame não é oferecido pelo SUS e não tem cobertura de planos de saúde.

3 - Remédios via oral

A quimioterapia, administrada em hospitais com aplicações intravenosas, passa a ser feita por meio de comprimidos.

Como funciona: O paciente toma o medicamento em casa, sob supervisão médica e com cuidados em relação ao armazenamento. A dosagem pode ser única ou cíclica, como normalmente ocorre na quimioterapia intravenosa. O uso de comprimidos não exclui os efeitos colaterais do tratamento.

Que tipos de câncer envolve: Pulmão, rim, fígado, mama, melanoma, leucemia, cerebral, cólon.

Principais vantagens: O paciente faz o tratamento em casa. O deslocamento fragiliza o paciente - as aplicações intravenosas são feitas de três em três dias e muitas vezes o paciente precisa viajar quilômetros até o hospital. Além disso, no ambiente hospitalar, o paciente fica mais exposto a infecções por microorganismos multirresistentes.

Custo: De R$ 4 mil a 20 mil por mês, variando o tempo de tratamento.

Cobertura: Há comprimidos para tratar câncer de mama e de intestino oferecidos pelo SUS. Convênios estão desobrigados a pagar medicamentos orais, mas a Agência Nacional de Saúde Suplementar já anunciou que irá rever essa regra a partir do ano que vem.

4 - Procedimentos menos invasivos

Cirurgias com técnicas de videolaparoscopia e robótica substituem procedimentos abertos.

Como funciona: Depende do procedimento.

Que tipos de câncer envolve: Intestino, estômago, ovários, útero, próstata.

Principais vantagens: Recuperação mais rápida. Muitas vezes, o paciente volta para casa no mesmo dia. Cortes menores, menos agressão aos tecidos, reduzindo risco de hemorragias e infecções. Também há menor risco de sequelas do processo cirúrgico.

Custo: É muito específico a cada procedimento.

Cobertura: Há procedimentos de videolaparoscopia cobertos pelo SUS e por planos de saúde, mas algumas das mais modernas técnicas ainda não estão contempladas. Uma das alternativas para que alguns pacientes tenham acesso a esses procedimentos é a inclusão em protocolos de pesquisa.

Fonte

segunda-feira, 17 de junho de 2013

1º Festival de Caldos do GAPC

Quer uma noite de muita comida boa e solidariedade?  
O GAPC realiza seu 1º Festival de Caldos na cidade de Volta Redonda, se você é da região, venha participar.


Para comprar o convite e ter mais informações, ligue: (24) 3343-2014

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A importância do tratamento psicológico para pessoas com Câncer


O Câncer é uma das doenças que mais causam angústias ao ser humano nos dias de hoje. Isso se deve ao fato de que a maioria das pessoas não tem informações suficientes sobre o avanço da tecnologia na área oncológica. Geralmente as pessoas que são diagnosticadas com câncer pensam frequentemente nas sequelas que podem ter e até mesmo em uma possível morte, já que antigamente os nossos antepassados viam o câncer como um castigo ou maldição.

O papel do psicólogo no tratamento para oncologia é de grande importância, pois favorece para uma melhor adaptação do paciente à realidade imposta pela doença e seus tratamentos como a quimioterapia, a radioterapia, cirurgia, entre outros. É preciso manter o bem estar mental do portador de neoplasia maligna. A psicologia ajuda também a reduzir os sintomas emocionais (depressão, angustia, ansiedade...) e os físicos (vômitos, fadiga, náuseas...) que são causados pelo câncer e seus tratamentos. O psicólogo leva o paciente a compreender o significado da experiência do adoecer e a lutar contra as dificuldades que a doença impõe.

É um espaço de escuta e acolhimento onde o psicólogo trabalha com a realidade. O tratamento psicológico melhora o estado geral de saúde do paciente, a qualidade de vida, e ajuda para uma maior tolerância na comunicação com a família e equipe médica.

Por isso todas as unidades do GAPC – Grupo de Apoio a Pessoa com Câncer contam com o atendimento psicológico para os assistidos e seus familiares, tanto em grupo quando individual, pois o objetivo do GAPC é amenizar o sofrimento físico e emocional do paciente. Procure o GAPC, visite nosso site: www.gapc.org.br

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Consumo de gordura 'boa' reduz mortes por câncer de próstata, diz estudo

Uma dieta rica em gordura de origem vegetal, presente em nozes e azeite de oliva, diminui o risco de metástase em pacientes diagnosticados com câncer de próstata. Segundo os pesquisadores, trocar carboidratos por alimentos com esse tipo de gordura também reduziu o risco de morte em geral, independente da causa.

O consumo de gordura saturada e trans, presente em carnes e alimentos processados, no entanto, aumentou os riscos para a saúde dos pacientes avaliados.

"Os médicos recomendam simplesmente cortar as gorduras após o diagnóstico de câncer de próstata", diz o Stephen Freedland, urologista da Universidade Duke, na Carolina do Norte. Mas o estudo mostra que o consumo do "tipo certo de gordura" (a vegetal) reduz não apenas o risco de morrer do câncer, como também de qualquer doença, explica o médico.

Os pesquisadores acompanharam 4.577 homens com câncer de próstata localizado durante um amplo estudo sobre a saúde dos trabalhadores, iniciado em 1986. Os pacientes preencheram questionários a cada quatro anos sobre a frequência com que consumiam ou bebiam 130 tipos diferentes de alimentos e bebidas.

Em um período de oito a nove anos, 315 homens desenvolveram câncer de próstata letal, do tipo que se espalha por outras partes do organismo. Outros mil pacientes morreram por outras causas.

Os homens que disseram consumir boa parte das calorias diárias a partir de gordura vegetal tiveram risco 33% menor de morrer após o diagnóstico de câncer. Trocar 10% das calorias diárias de carboidratos por gordura vegetal pode resultar em uma queda de 29% no risco de ter câncer de próstata letal e a uma redução de 26% nas chances de morrer por qualquer outra causa, segundo Erin Richman, da Universidade de Califórnia, em São Francisco.

Segundo a pesquisadora, a gordura vegetal contém antioxidantes e pode reduzir inflamações no corpo, dificultando a progressão do câncer. Estimativas da Sociedade Americana do Câncer apontam que um a cada seis homens americanos serão diagnosticados com câncer de próstata e um a cada 36 devem morrer em decorrência da doença.

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Câncer e Sexualidade

A sexualidade é um dos pilares para a construção da boa qualidade de vida. Durante o tratamento contra o câncer, o paciente vive situações físicas que podem interferir na sua sexualidade. Muitos desses transtornos são passageiros e outros podem ser diminuídos ou eliminados com apoio psicoterápico.

Durante a quimioterapia, é possível que os efeitos colaterais diminuam a libido. As consequências não são iguais para todos, mas eventuais alterações hormonais podem influir no comportamento sexual. Nas mulheres, por exemplo, pode ocorrer também amenorréia — ausência de menstruação - ou diminuição na lubrificação vaginal. Essas mudanças no organismo exigem cuidados especiais.

Saber que profissional de saúde procurar, que tratamentos podem ser feitos são informações essenciais para quem deseja viver essa fase com tranquilidade.

Os incômodos provocados por essa fase do tratamento causam, em geral, ansiedade e até mesmo depressão. Por intermédio de orientação terapêutica esses problemas podem ser superados com relativa facilidade, afastando-se ou reduzindo a possibilidade de evoluírem para um quadro mais grave de depressão.

As modificações no organismo durante o tratamento e o estado de espírito do paciente acabam trazendo consequências para a vida do casal. O apoio médico e psicoterápico poderá ajudar os dois a superar as dificuldades e encontrar novas formas de convivência íntima igualmente satisfatórias.

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Teste simples previne câncer do útero

Substituir o teste de Papanicolaou, o conhecido exame para detecção precoce de lesões pré-cancerosas do útero, por um pouco de ácido acético borrifado no colo do útero é a proposta do professor Surendra Srinivas Shastri e colaboradores do Tata Memorial Centre, de Mumbai, Índia. O ácido acético é o popularmente conhecido vinagre. 

Apresentado há poucos dias em Chicago, na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, esse método permite a fácil visualização da lesão poucos minutos depois da aplicação do vinagre por um agente de saúde treinado.

Surge uma cor esbranquiçada, indicando ser pré-cancerígena a área que recebeu o ácido acético.
O exame é fácil e tem custo reduzido, mas provavelmente não dispensa a presença de um médico especialista para o resultado final.

O estudo foi realizado de 1998 a 2002. Foram recrutadas 75.360 mulheres para os grupos de triagem e 76.178 no grupo-controle.

A qualidade da observação pelos agentes de saúde, diz Shastri, era comparável à feita por um ginecologista.

A triagem preventiva com ácido acético reduziu a mortalidade por câncer do colo do útero, dizem os autores.

Eles também sugerem que a inspecção visual com vinagre por agentes de saúde treinados pode prevenir anualmente 72.600 mortes nos países em desenvolvimento com poucos recursos disponíveis para os programas de prevenção do câncer.

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Caminhada em Vitória alerta para o uso de filtro solar e bonés contra o câncer de pele

Reportagem da CBN feita na 5ª Caminhada de Vitória do GAPC.
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Centenas de pessoas foram para as ruas de Vitória, na manhã deste sábado (08), para alertar a população sobre o perigo do câncer de pele. Segundo estudos, a incidência da doença no mundo aumentou 20% na última década. Mas o câncer de pele pode ser evitado se as pessoas diminuírem a exposição excessiva ao sol. O uso diário de filtro solar, a preferência por roupas escuras e uso de bonés também auxiliam na prevenção da doença.


A caminhada, que saiu da Praça dos Namorados e seguiu até a Praia da Camburi, foi organizada pelo Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer de Vitória (GAPC). A organização dá suporte a todas as pessoas maiores de 18 anos que estão com qualquer tipo de câncer.

Superação

A artesã Luciene Cardoso, 54 anos, participa do GAPC desde 2009, quando teve câncer de mama. Ela conta que a notícia de que a pessoa tem câncer é muito difícil de ser aceita, por isso, o apoio é fundamental nessa hora. “Você saber que está com câncer não é fácil e passar pela quimioterapia, para mim foi terrível, mas como eu sabia que aquilo não iria durar para sempre. Eu resolvi passar pelo tratamento e vê o que iria acontecer. Graças a Deus estou curada e foi muito importante essa experiência que vivi”, diz.

Luciene conta que por causa do câncer de mama, ela se preocupa muito com a saúde em geral e por isso, se previne para não adquirir o câncer de pele. “Todos os dias quando saio de casa tenho a preocupação de passar o filtro solar, porque o câncer de pele é um problema muito sério”, afirma.

Preocupação

A porteira Maria Conceição Silva, 54 anos, também participou da caminhada. Ela conta que no passado, não se preocupava com os perigos do excesso de sol, mas agora, só sai de casa após passar o filtro solar. “Agora eu tenho cuidado com minha alimentação, com o excesso de sol. Também uso protetor solar. Agora me cuido mais”, conta.

De acordo com o oncologista Wesley Vargas, hoje em dia os tipos mais comuns de câncer de pele são o melanoma e o não-melanoma. O melanoma é o mais grave. Ele conta que evitar a exposição excessiva ao sol é o principal meio de prevenção, pois o filtro solar é apenas uma ferramenta.

“Moramos em um país tropical e o sol nos castiga praticamente 365 dias por ano. Isso faz com que tenhamos quase que uma dependência ao filtro solar. A pessoa pode também usar roupas mais escuras, porque a roupa muito clara deixa passar os raios solares. Roupas de manga comprida também ajuda a proteger”, destaca.

Cor da pele

A incidência maior da doença é em pessoas com olhos e pele clara, mas ela também pode atingir pessoas de pele morena e negra. O doutor explica que qualquer alteração na pele deve ser avaliada por um profissional, para indicar o melhor tratamento.

“Manchas que costumam mudar de característica, que causam sangramento ou coceira devem ser investigadas. Se você tem uma ferida que não cicatriza ou apareceu um caroço, sem causa aparente, você deve procurar o médico”, alerta.

O médico disse o tratamento é feito por meio de cirurgias, que removem o problema da pele e o índice de cura é muito grande. Ele ressaltou que um grande problema enfrentado pela população brasileira com relação à prevenção é o preço do filtro solar. Ele destaca que o produto é muito caro e muitas famílias não tem condições de comprar o produto.

Patrícia Scalzer | pcscalzer@redegazeta.com.br
Rádio CBN Vitória (93,5 FM)


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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Novidades no Tratamento do Câncer de Pele Não Melanoma

Muitas pesquisas sobre câncer de pele não melanoma estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção e tratamentos:
  • Educação
A maioria dos casos de câncer de pele pode ser evitada. A melhor maneira de reduzir o número de casos da doença, a dor e a perda de vidas é educar a população sobre fatores de risco, prevenção e detecção. É importante que os profissionais de saúde e ex-pacientes lembrem a todos sobre os perigos do excesso de exposição aos raios ultravioleta, provenientes do sol e de fontes artificiais, e sobre como pode ser fácil se proteger contra o excesso à radiação ultravioleta.
  • Prevenção do Câncer de Pele Genital
O câncer de células escamosas que se iniciam na região genital é responsável por quase metade das mortes por câncer de queratinócitos. Muitos destes cânceres podem estar relacionados com a infecção com certos tipos de vírus, como o papiloma humano (HPV). Limitar o número de parceiros sexuais e o uso de práticas de sexo seguro pode ajudar a diminuir o risco dessa doença.
Recentemente, foram desenvolvidas vacinas para ajudar a proteger contra a infecção por alguns tipos de HPV. A principal intenção dessas vacinas é reduzir o risco de câncer de colo de útero, mas também podem diminuir o risco de outros tipos de câncer relacionados com o HPV, incluindo os tumores de células escamosas.

  • Quimioprevenção
Uma área de pesquisa ativa é a da quimioprevenção, que consiste no uso de drogas para reduzir o risco de câncer. É provável, que a quimioprevenção seja mais útil para pessoas com alto risco de câncer de pele, como aquelas com certas condições genéticas, histórico de câncer de pele e aquelas que receberam transplantes de órgãos.
As drogas mais amplamente estudadas até agora são os retinóides, que estão relacionados à vitamina A. Eles têm mostrado alguma promessa na redução do risco de câncer de células escamosas, mas podem ter efeitos colaterais, incluindo o potencial de causar defeitos congênitos. Por esta razão, neste momento, não são amplamente utilizados. Outros estudos de retinóides estão em andamento.
Outros compostos estão sendo analisados ​​para reduzir o risco dos cânceres basocelulares em pessoas com alto risco. Os medicamentos chamados inibidores da via de Hedgehog, que restauram a atividade do gene PTCH danificado, pode ajudar algumas pessoas com síndrome do nevo basal. Ainda, em estudos iniciais, a droga vismodegib (GDC-0449), administrada via oral diariamente, reduziu significativamente o número de novos casos de cânceres basocelulares e diminuiu os tumores existentes em pessoas com essa síndrome. O medicamento tem alguns efeitos colaterais, como perda do paladar e cãibras musculares. Mais pesquisas sobre essas drogas e similares estão em andamento.

  • Tratamentos Locais
Os tratamentos locais atuais são bem sucedidos para a grande maioria dos cânceres de pele não melanoma. Ainda assim, alguns cânceres pequenos podem ser difíceis de tratar, se estiverem localizados em áreas de difícil acesso. Novas formas de tratamento não cirúrgicas, como o creme imiquimod, terapia fotodinâmica, modificadores da resposta imunológica e cirurgia a laser podem ajudar a reduzir cicatrizes e outros possíveis efeitos colaterais do tratamento. Estudos estão em andamento para determinar a melhor maneira de usar esses tratamentos, e tentar melhorar a sua eficácia.

  • Tratamento da Doença Avançada
A maioria dos cânceres de pele é diagnosticada e tratada em estágio avançado, e alguns podem se disseminar para outros órgãos. Estes tumores são muitas vezes difíceis de serem tratados com as terapias atuais, como radioterapia e quimioterapia.
Vários estudos estão testando novas drogas alvo para o câncer de células escamosas avançado. As células de câncer muitas vezes têm em sua superfície a proteína EGFR, que podem ajudá-los a crescer. As drogas que têm como alvo esta proteína, como erlotinib e gefitinib, estão em fase de testes em pesquisas clínicas. Outro medicamento que tem como alvo proteínas diferentes de células, conhecidas como dasatinib, também está sendo avaliada.
É muito raro os cânceres basocelulares alcançarem um estágio avançado, mas quando o fazem, esses cânceres podem ser difíceis de tratar. Câncer de células basais têm muitas alterações anormais em genes envolvidos em uma via de célula chamada Hedgehog. A via Hedgehog é importante em muitas células e é crucial para o desenvolvimento do embrião e do feto. Vismodegib é uma nova droga que atinge este caminho.
É administrada via oral, uma vez por dia, e ajudou a reduzir tumores em cerca de 1/3 dos pacientes. A maioria dos efeitos colaterais inclui espasmos musculares, dores nas articulações, perda de cabelo, fadiga, problemas com o paladar, perda de peso, diarreia, náuseas, vômitos e constipação. O vismodegib também pode provocar amenorreia.
Como a via Hedgehog está envolvida no desenvolvimento fetal, pode causar dano fetal se tomado por uma mulher grávida por tanto este medicamento não deve ser tomado por mulheres grávidas ou tentando engravidar.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

O que você pode fazer para preservar o meio ambiente?

No Dia Mundial do Meio Ambiente, debates e palestras espalham-se nos cinco continentes para discutir como está a nossa relação com os recursos naturais. Os fóruns também buscam conscientizar que cuidar do meio ambiente não requer medidas drásticas, mas depende das ações individuais, pequenas e rotineiras.

Reaproveitar a casca de banana ao transformá-la em adubo, não estacionar o carro nas dunas, utilizar os dois lados de uma folha de papel, ligar para as organizações competentes quando encontrar um animal silvestre machucado e não jogar o lixo no chão são atitudes que podem passar despercebidas por quem as pratica, mas que fazem muita diferença para preservar o planeta.


Confira algumas dicas para preservar o meio ambiente:

> Em vez de utilizar a mangueira para lavar o carro, use balde e pano. A mangueira desperdiça muita água;

> Regue as plantas à noite ou de manhãzinha. A prática impede que a água se perca na evaporação e também evita choques térmicos que podem agredir as plantas;

> Não demore mais do que cinco minutos no banho e, enquanto se enxagua, aproveite para escovar os dentes;

> Instale uma válvula na sua descarga para liberar a água conforme a necessidade;

> Ao lavar louças, abra a torneira apenas para enxaguá-las;

> Reuse a água clorada, utilizada na desinfecção de frutas e verduras ou na limpeza da caixa, para lavar o quintal e limpar banheiros;

> Utilize uma vassoura para limpar o quintal e a calçada;

> Elimine vazamentos.

> Use ingredientes regionais e prefira alimentos da estação;

> Aproveite ao máximo os alimentos. Talos, folhas, sementes e cascas possuem alto valor nutritivo e podem ser utilizados em diferentes receitas;

> Procure evitar o desperdício: ao se servir, não satisfaça “os olhos” ao colocar mais comida no prato;

> Cozinhe na panela de pressão. Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe, além de legumes e verduras cozinham mais rápido e pode-se economizar até 70% de gás;

> Planeje o cardápio da semana para evitar comer por impulso. 

> Evite usar equipamentos eletrodomésticos em horário de pico (entre 18h e 21h);

> Prefira veículos movidos a álcool ou biocombustíveis e ofereça carona para seus amigos e colegas;

> Não sobrecarregue as tomadas ao plugar vários aparelhos. Os fios esquentam, o consumo e sua conta de luz aumentam;

> Não jogue as pilhas no lixo comum. Se mal descartadas, elas podem contaminar o solo e lençóis freáticos;

> Experimente trocar as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes: gastam até cinco vezes menos energia e duram muito mais

> Use o ar-condicionado com moderação e desligue-o uma hora antes de sair do escritório;

> Verifique sempre se a porta da geladeira está bem vedada e evite abarrotar as prateleiras;

> Lave e seque a quantidade máxima de roupa indicada pelos fabricantes dos aparelhos;

> Evite passar poucas peças de roupa de cada vez. Primeiro, acumule uma quantidade razoável de roupas e passe tudo de uma só vez.

> Evite comprar mercadorias com muitas embalagens;

> Separe o lixo úmido do seco;

> Ao fazer compras, leve sua sacola ecológica para carregar os produtos

> Use os dois lados de uma folha: a média mundial de consumo de papel é de 58Kg por ano, o que significa que cada pessoa consome, em média, 0,6 árvore por ano. Usando os dois lados do papel você estará salvando 0,3 árvore por ano;

> Leve para o seu trabalho a sua própria caneca de casa. Nem sempre os copos de plástico são separados do lixo comum e encaminhados para a reciclagem. Lave a sua caneca após o uso e evite o plástico;

> Evite a derrubada de árvores ao pagar suas contas online e imprimir e-mails só quando são indispensáveis. 

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Câncer de pele: é preciso se prevenir também no inverno




Mesmo nas épocas mais frias do ano, é importante ficar atento ao câncer de pele. Até com o clima menos quente, o sol ainda está presente e os raios ultravioletas atingem da mesma forma.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum e representa mais da metade dos casos. Porém, ele é difícil de diagnosticar, pois tem poucos sintomas que, na sua maioria, são indolores. Vale, portanto, ficar atento na mudança de tamanho ou cor de pintas na pele, no surgimento de coceira e feridas que não cicatrizam.

Ele pode ser de vários tipos. Os mais comuns são os carcinomas com incidência mais alta, porém menor gravidade, e os melanomas que são menos frequentes, porém mais graves por causa do risco de metásteses aumentado.

Pessoas com história familiar da doença, de pele e olhos claros, cabelos loiros ou ruivos, albinas, as que se expõem ao sol e a agentes químicos excessivamente e têm muitas pintas, constituem a população de maior risco para desenvolver a doença.

Por isso é importante se prevenir, uma das dicas é usar chapéus, sombrinhas e roupas coloridas que diminuem a penetração ultravioleta. Materiais sintéticos também são mais protetores do que tecidos de algodão. Especialistas recomendam usar sempre o protetor solar, fator 30, pelo menos. Além disso, é preciso aplicar o produto na quantia certa, ou ele não faz efeito, e usar inclusive quando for dirigir. Evite expor a pele ao sol entre ás 10h e 16h. Entretanto, mesmo com todas essas dicas de prevenção, é necessário fazer visitas regulares ao médico.

No caso de diagnóstico positivo do câncer, procure o GAPC – Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer. Situado na Av. Marechal Campos, 1033 – Santos Dumont, Vitória-ES. Telefone: (27) 3233-4831.