sexta-feira, 7 de junho de 2013

Novidades no Tratamento do Câncer de Pele Não Melanoma

Muitas pesquisas sobre câncer de pele não melanoma estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção e tratamentos:
  • Educação
A maioria dos casos de câncer de pele pode ser evitada. A melhor maneira de reduzir o número de casos da doença, a dor e a perda de vidas é educar a população sobre fatores de risco, prevenção e detecção. É importante que os profissionais de saúde e ex-pacientes lembrem a todos sobre os perigos do excesso de exposição aos raios ultravioleta, provenientes do sol e de fontes artificiais, e sobre como pode ser fácil se proteger contra o excesso à radiação ultravioleta.
  • Prevenção do Câncer de Pele Genital
O câncer de células escamosas que se iniciam na região genital é responsável por quase metade das mortes por câncer de queratinócitos. Muitos destes cânceres podem estar relacionados com a infecção com certos tipos de vírus, como o papiloma humano (HPV). Limitar o número de parceiros sexuais e o uso de práticas de sexo seguro pode ajudar a diminuir o risco dessa doença.
Recentemente, foram desenvolvidas vacinas para ajudar a proteger contra a infecção por alguns tipos de HPV. A principal intenção dessas vacinas é reduzir o risco de câncer de colo de útero, mas também podem diminuir o risco de outros tipos de câncer relacionados com o HPV, incluindo os tumores de células escamosas.

  • Quimioprevenção
Uma área de pesquisa ativa é a da quimioprevenção, que consiste no uso de drogas para reduzir o risco de câncer. É provável, que a quimioprevenção seja mais útil para pessoas com alto risco de câncer de pele, como aquelas com certas condições genéticas, histórico de câncer de pele e aquelas que receberam transplantes de órgãos.
As drogas mais amplamente estudadas até agora são os retinóides, que estão relacionados à vitamina A. Eles têm mostrado alguma promessa na redução do risco de câncer de células escamosas, mas podem ter efeitos colaterais, incluindo o potencial de causar defeitos congênitos. Por esta razão, neste momento, não são amplamente utilizados. Outros estudos de retinóides estão em andamento.
Outros compostos estão sendo analisados ​​para reduzir o risco dos cânceres basocelulares em pessoas com alto risco. Os medicamentos chamados inibidores da via de Hedgehog, que restauram a atividade do gene PTCH danificado, pode ajudar algumas pessoas com síndrome do nevo basal. Ainda, em estudos iniciais, a droga vismodegib (GDC-0449), administrada via oral diariamente, reduziu significativamente o número de novos casos de cânceres basocelulares e diminuiu os tumores existentes em pessoas com essa síndrome. O medicamento tem alguns efeitos colaterais, como perda do paladar e cãibras musculares. Mais pesquisas sobre essas drogas e similares estão em andamento.

  • Tratamentos Locais
Os tratamentos locais atuais são bem sucedidos para a grande maioria dos cânceres de pele não melanoma. Ainda assim, alguns cânceres pequenos podem ser difíceis de tratar, se estiverem localizados em áreas de difícil acesso. Novas formas de tratamento não cirúrgicas, como o creme imiquimod, terapia fotodinâmica, modificadores da resposta imunológica e cirurgia a laser podem ajudar a reduzir cicatrizes e outros possíveis efeitos colaterais do tratamento. Estudos estão em andamento para determinar a melhor maneira de usar esses tratamentos, e tentar melhorar a sua eficácia.

  • Tratamento da Doença Avançada
A maioria dos cânceres de pele é diagnosticada e tratada em estágio avançado, e alguns podem se disseminar para outros órgãos. Estes tumores são muitas vezes difíceis de serem tratados com as terapias atuais, como radioterapia e quimioterapia.
Vários estudos estão testando novas drogas alvo para o câncer de células escamosas avançado. As células de câncer muitas vezes têm em sua superfície a proteína EGFR, que podem ajudá-los a crescer. As drogas que têm como alvo esta proteína, como erlotinib e gefitinib, estão em fase de testes em pesquisas clínicas. Outro medicamento que tem como alvo proteínas diferentes de células, conhecidas como dasatinib, também está sendo avaliada.
É muito raro os cânceres basocelulares alcançarem um estágio avançado, mas quando o fazem, esses cânceres podem ser difíceis de tratar. Câncer de células basais têm muitas alterações anormais em genes envolvidos em uma via de célula chamada Hedgehog. A via Hedgehog é importante em muitas células e é crucial para o desenvolvimento do embrião e do feto. Vismodegib é uma nova droga que atinge este caminho.
É administrada via oral, uma vez por dia, e ajudou a reduzir tumores em cerca de 1/3 dos pacientes. A maioria dos efeitos colaterais inclui espasmos musculares, dores nas articulações, perda de cabelo, fadiga, problemas com o paladar, perda de peso, diarreia, náuseas, vômitos e constipação. O vismodegib também pode provocar amenorreia.
Como a via Hedgehog está envolvida no desenvolvimento fetal, pode causar dano fetal se tomado por uma mulher grávida por tanto este medicamento não deve ser tomado por mulheres grávidas ou tentando engravidar.

Fonte

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