terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cuidados durante viagens de férias




Muitos pacientes em tratamento contra o câncer aproveitam as festas de final de ano longe de casa e, para garantir o bem-estar, algumas recomendações devem ser seguidas. O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo preparou orientações para um período de férias tranquilo.

O primeiro passo é que o médico saiba e esteja de acordo com a decisão sobre a viagem. Outra importante recomendação é que pacientes em tratamento quimioterápico devem proteger-se do sol com uso de filtro solar e roupas adequadas, que devem incluir chapéus ou lenços na cabeça.

Cuidar da alimentação também faz parte da rotina de cuidados. É importante que o paciente sempre consuma alimentos frescos e de procedência confiável, além de ingerir bastante líquido. Outra dica é não esquecer de levar na viagem todos os medicamentos que estejam em uso, assim como os sintomáticos, utilizados em caso de dor, febre e vômito.

Algumas dicas essenciais podem e devem ser seguidas. É fundamental que o paciente adote todas as recomendações dadas pelo médico que o acompanha, garantindo seu bem-estar e uma viagem sem imprevistos.

É importante destacar ainda que se o paciente apresentar febre igual ou superior a 37,8ºC (medida em baixo das axilas) e estiver em quimioterapia ou radioterapia, deve procurar imediatamente o serviço local de saúde ou entrar em contato com o seu médico.

Se estiver viajando de avião, tente se levantar e caminhar pelo avião a cada 1h, para melhorar a sua circulação.

Mantenha-se hidratado, principalmente, em aviões ou lugares secos ou áridos.
Evite bebidas alcoólicas durante os vôos.

Se você se sentir indisposto, procure assistência médica imediatamente.

Diminua as chances de infecções. Dê preferência a bebidas engarrafadas e alimentos bem cozidos.

Se for viajar para um local onde os costumes e a culinária são diferentes do que você está acostumado, mantenha com você bebidas e petiscos, como barras de cereais, chocolates e biscoitos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Câncer de pele



O câncer de pele é um aumento incontrolável de células cutâneas anormais. Se não forem verificadas, essas células cancerosas poderão se espalhar da pele para outros tecidos e órgãos.
Existem diferentes tipos de câncer de pele. O carcinoma basocelular é o tipo mais comum. O melanoma é menos comum, entretanto mais perigoso.

Causas
A camada mais externa da pele, a epiderme, é composta por diferentes tipos de células. Os cânceres de pele são classificados de acordo com o tipo de células epidérmicas presentes:
*O carcinoma basocelular se origina do crescimento anormal de células na camada mais profunda da epiderme e é o tipo mais comum de câncer de pele.
*O carcinoma de células escamosas se refere a alterações nas células presentes na camada central da epiderme.
*O melanoma ocorre nos melanócitos (células que produzem pigmento) e é menos comum do que o carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas, porém, é o tipo mais perigoso. É a principal causa de morte decorrente de doenças de pele.
*O câncer de pele pode ser classificado como melanoma ou não melanoma. O carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas são os cânceres de pele não melanoma mais comuns. Outros tipos de cânceres não melanoma são sarcoma de Kaposi, carcinoma de célula de Merkel e linfoma cutâneo.

Fatores de risco
*Compleição: O câncer de pele é mais comum em pessoas de pele, cabelos e olhos claros.
*Genética: Ter um histórico familiar de melanoma aumenta o risco de ocorrência desse câncer.
*Idade: O câncer de pele não melanoma é mais comum após os 40 anos.
*Exposição solar e queimadura do sol: A maior parte dos cânceres de pele ocorrem em áreas da pele que estão regularmente expostas à luz solar ou à outra radiação ultravioleta. Esta é considerada a principal causa de todos os cânceres de pele.

O câncer de pele pode surgir em qualquer pessoa, não apenas nas pessoas que tenham esses fatores de risco. Pessoas jovens e saudáveis -- inclusive pessoas com pele, cabelos e olhos escuros -- podem sofrer de câncer de pele.

Sintomas de Câncer de pele
O câncer de pele pode ter muitas aparências diferentes. Eles podem ser pequenos, brilhantes, lisos, escamosos e ásperos, firmes e avermelhados, com crostas ou sangramentos, ou possuir outros aspectos. Portanto, qualquer suspeita deve ser examinada por um médico. Veja os artigos sobre os tipos de câncer de pele específicos para obter mais informações.
Alguns aspectos a serem considerados:
*Assimetria: metade da área anormal da pele é diferente da outra metade
*Bordas: bordas irregulares
*Cor: varia de uma área para outra com tonalidade bronzeada, marrom ou preta (às vezes branca, vermelha e azul)
*Diâmetro: geralmente (mas nem sempre) maior que 6 mm de tamanho (o diâmetro de uma borracha de lápis)
*Qualquer formação na pele com sangramento ou que não cicatrize

Use um espelho ou peça para alguém olhar suas costas, ombros e outras áreas difíceis de examinar.
Qualquer pinta, lesão ou formação suspeita na pele deve ser examinada por um médico imediatamente. Leve muito a sério quaisquer mudanças em uma pinta ou qualquer formação inesperada na pele.


Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Alimentação durante o tratamento quimioterápico




O tratamento quimioterápico, radioterápico e de radioiodoterapia podem apresentar diversos efeitos colaterais. Esse processo, dependendo do paciente, causa alterações no organismo, que podem ser leves ou agudas.

Os efeitos têm duração variável e, geralmente, desaparecem após algumas semanas - mas são os grandes responsáveis pela ingestão alimentar insuficiente e, consequentemente, pela perda de peso durante o tratamento.

A boa notícia é que estes sintomas desagradáveis podem ser minimizados por meio do uso de medicamentos prescritos pelo médico e com uma avaliação nutricional. Os profissionais, em conjunto, irão avaliar quais são os cuidados necessários com a alimentação durante o período de tratamento.

Vale lembrar que nem todos os quimioterápicos ou a radioterapia ocasionam efeitos indesejáveis e cada organismo responde de forma individualizada ao tratamento, dependendo da idade, da condição clínica e nutricional de cada um e da ocorrência da necessidade de tratamentos associados. Por isso, nem todas as pessoas apresentam os efeitos colaterais da quimioterapia ou radioterapia.

Entretanto, se os efeitos colaterais manifestarem-se, lembre-se que são temporários. Seja positivo, tenha persistência e determinação em não interromper o tratamento médico. A continuidade do tratamento e o empenho em garantir uma alimentação adequada são fundamentais para a recuperação e manutenção da saúde.

Assim, é muito importante que você comunique a seu médico caso apresente algum efeito colateral ou qualquer alteração da sua condição habitual. Procure também um nutricionista para a avaliação, orientação e acompanhamento nutricional visando ajustar a sua dieta e contornar as possíveis reações desagradáveis decorrentes da quimioterapia e/ou radioterapia a fim de prosseguir mais confortavelmente e com mais êxito ao tratamento proposto pelo seu médico.

Confira algumas receitas simples:

Pratos salgados
-Cestinhas de folhas (náuseas e vômitos, intestino preso)
-Wrap integral de frango e hortaliças (náuseas e vômitos, intestino preso)
-Rocambole de fubá (dor para engolir, feridas na boca, náuseas e vômitos, diarreia)
-Almôndega de aveia (ausência ou alteração de paladar, náuseas e vômitos, intestino preso)
-Arroz Cremoso (dor para engolir, feridas na boca, boca seca)
-Sopa de grão de bico com abacaxi (radioiodoterapia, ausência ou alteração de paladar, dor para engolir boca seca, intestino preso)
-Sopa de batata doce com alho poro (radioiodoterapia, feridas na boca, boca seca)

Pratos doces
-Flan de laranja com calda de hortelã (alteração no paladar, dor para engolir, feridas na boca, boca seca, náuseas e vômito)
-Flan de melancia (radioiodoterapia, dor para engolir, boca seca)
-Sorvete de erva doce com maçã (ausência ou alteração no paladar, dor para engolir, feridas na boca, boca seca, náuseas e vômito)
-Banana com cravo e canela (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca)
-Bolo de mel - sem ovo (radioiodoterapia, dor para engolir)

Bebidas
-Suco de maçã, limão e hortelã (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômito e diarreia)
-Gelo verde (ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômitos)
-Suco de couve cítrico (ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômito)
-Espumante de maçã com hortelã (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômitos, diarréia)
-Suco de cenoura, tangerina e gengibre (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, nauseas e vômitos)
-Milk-shake de banana (dor para engolir, feridas na boca, boca seca, intestino preso)



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Câncer feminino: Colo do Útero




Desde a primeira menstruação, é recomendável que toda mulher crie o hábito de consultar um ginecologista regularmente. Essa é uma atitude preventiva essencial para que ela cuide da sua saúde íntima e evite que alguma doença seja descoberta apenas em estágios bastante avançados.

Um dos problemas que mais preocupa médicos e pacientes é, sem sombra de dúvida, o câncer, enfermidade que pode atingir os diversos órgãos do aparelho reprodutor feminino. Por isso, a mulher que se preocupa com a sua saúde, também aprende a se conhecer muito bem para identificar os primeiros sintomas de quando alguma coisa está errada.

Ginecologistas esclarecem que todos os tipos de câncer apresentam sintomas quando em fases já avançadas. Portanto é imprescindível que as mulheres se submetam a exames periódicos de prevenção e detecção precoce.

O câncer do colo do útero, segundo a especialista, é tipo de tumor que muitas vezes está relacionado à infecção pelo vírus HPV, transmitido sexualmente. No entanto, vários fatores de risco associados, como tabagismo, uso de pílulas, higiene inadequada, mudança frequente de parceiros e outras infecções concomitantes, aumentam o risco do aparecimento e progressão das lesões pré-tumorais.

Em relação aos sintomas, o câncer de colo de útero geralmente provoca corrimento vaginal (às vezes sanguinolento), sangramento nas relações sexuais e dor pélvica em casos mais avançados. As lesões iniciais e pré-tumorais, não causam sintomas e podem ser detectadas pelo exame ginecológico e pelo teste de Papanicolau.



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Outubro Rosa



O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.

 A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).

Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.

A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. No dia 02 de outubro de 2002 quando foi comemorado os 70 Anos do Encerramento da Revolução, o monumento ficou iluminado de rosa "num período efêmero".

Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa.

Em outubro de 2008, diversas entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em suas respectivas cidades. Aos poucos o Brasil foi ficando iluminado em rosa em São Paulo-SP, Santos-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS, Brasília-DF, Salvador-BA, Teresina-PI, Poços de Caldas-MG e outras cidades.

O Brasil é mundialmente conhecido pelo seu maior símbolo, a estatua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro-RJ. E pela primeira vez, o Cristo Redentor ficou iluminado de rosa no Outubro Rosa.

A partir de outubro de 2009, se multiplicam as ações relativas ao Outubro Rosa em todas as partes do Brasil, iluminando os principais cartões postais do país, e principalmente disseminando a luta contra o câncer feminino.




Fonte:http://www.outubrorosa.org.br/

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Como se preparar para enfrentar a quimioterapia?



A luta contra o câncer vem sendo acompanhada por grandes avanços e mudanças no tratamento oncológico. Anos atrás, quando um paciente era diagnosticado, a maior preocupação dos médicos especialistas era em relação à sobrevivência desse paciente. Hoje, no entanto, o médico também está voltado para a qualidade de vida que o paciente terá durante e após o tratamento do câncer.

Os preconceitos, tabus e a falta de conhecimento sobre o câncer e os tratamentos amedrontam e podem paralisar o paciente diante de tantas novidades. Pensando nisso, um crescente número de Clínicas Oncológicas e Hospitais do Brasil estão investindo na criação de serviços especializados de orientação multidisciplinar e apoio aos pacientes que irão iniciar o tratamento, desmistificando assim o câncer e em especial, a quimioterapia.

As dúvidas mais freqüentes dos pacientes que vão iniciar a quimioterapia são em relação à adaptação deste tratamento ao dia-a-dia. Afinal, o que eu posso e não posso fazer durante o tratamento? Alguns pacientes não sabem que é possível levar uma vida normal durante a quimioterapia, aliás, muitos continuam trabalhando durante esse período. Apesar dos avanços na medicina ainda não é possível afirmar que o tratamento quimioterápico não apresenta efeitos colaterais. Hoje, no entanto, as reações adversas ao tratamento apresentam-se em escalas menores, com a possibilidade de serem controladas.

Os efeitos colaterais mais freqüentes que os agentes quimioterápicos provocam são: náusea, vômitos, falta de apetite, constipação, diarréia, queda de cabelo e queda da imunidade do corpo.

A queda da imunidade (diminuição das plaquetas, leucócitos e hemoglobina) é uma das principais vilãs nesta fase podendo desencadear, quando não controlada, uma série de complicações. Durante esta etapa, o paciente precisa rever seu conceito de urgência, ou seja, o momento de entrar em contato com o médico ou equipe de suporte deve ser sempre antes do que ele estava acostumado a fazer e por conta disso, alguns cuidados especiais são sempre necessários.

A nutrição adequada é especialmente importante para os pacientes que estão sendo submetidos ao tratamento de câncer, tanto para melhorar os resultados destes tratamentos, como a sua qualidade de vida. O paciente chega com uma carga de ansiedade muito grande e com inúmeras dúvidas sobre o que ele poderá ou não comer. Deixar de comer algo não é indicado. Uma alimentação equilibrada faz parte do processo de recuperação de qualquer pessoa doente. Bem nutrido, o corpo reage melhor às medicações, ganha energia para enfrentar as terapias, é capaz de driblar eventuais infecções que possam aparecer, além de minimizar a perda de peso e favorecer a recuperação do estado geral.

A fim de proporcionar bem-estar a quem vive com câncer, uma poderosa arma é a informação. A importância da informação desde o momento do diagnóstico assim como durante todo o tratamento aumenta a segurança do paciente.

É muito importante que o paciente saiba que é possível ter qualidade de vida nesta etapa, em todos os aspectos. Ou seja, bem estar físico, emocional, social, familiar, espiritual enfim, uma série de preocupações que às vezes são deixadas de lado durante o tratamento.



Fonte: http://www.revistavigor.com.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Exames indispensáveis para a saúde da mulher




Os maiores índices de doenças que acometem as mulheres provêm do sistema reprodutor. Realizar os exames ginecológicos adequados para cada idade não só previne doenças como também esclarece dúvidas, melhorando a qualidade de vida.

Para a qualidade de vida da mulher, sabemos que uma alimentação saudável aliada a uma atividade física regular pode fazer maravilhas, assim como disponibilizar uma hora para o lazer e prevenir o estresse.

No entanto, verificar a situação geral de sua saúde mesmo quando estamos nos sentindo bem é importante para diagnosticar doenças e preveni-las. Confira os exames ginecológicos que toda mulher deve fazer anualmente:

papanicolau, também conhecido como preventivo ginecológico do colo uterino, detecta células no colo do útero que podem vir a ser cancerígenas vários anos antes da formação do câncer. Esse exame deve ser feito anualmente por mulheres sexualmente ativas (ou que já foram) e também por mulheres a partir dos 24 anos.

A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, com alguns subtipos relacionados a tumores malignos. De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o segundo tumor mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, são 4.800 vítimas fatais e mais de 18 mil novos casos.

Já a mamografia é feita em mulheres a partir dos 40 anos. Embora você esteja “livre” deste exame porque ainda é nova, lembre-se de incentivar as mulheres mais velhas que convivem com você. Afinal, esse exame previne o câncer de mama, que ainda é o mais comum entre a população feminina e com alta taxa de mortalidade, visto que o diagnóstico sempre é feito tardiamente.

Muitas mulheres acreditam estar imunes por realizarem o autoexame da mama. De acordo com o INCA, ele não substitui o exame físico realizado por um profissional da saúde. Portanto, a mamografia deve ser feita anualmente.

Por que ter vergonha? Converse com o seu ginecologista sobre as anormalidades que você observa no órgão genital. A maioria das infecções vaginais e doenças sexualmente transmissíveis são detectadas com exames e podem ser tratadas sem grandes dificuldades caso você procure orientação médica logo no início dos sintomas
Para o ginecologista, a grande importância dos dois exames é a prevenção do câncer de colo de útero e de mama. 

É preciso diagnosticar essas doenças antes que elas se desenvolvam, para garantir a cura. Caso contrário, o câncer em estágio avançado é apenas controlado, mas não é curado. Mulheres diagnosticadas precocemente, se tratadas adequadamente, têm praticamente 100% de chance de cura, conforme pesquisas do INCA.

Fonte: Revista Lunna/UOL

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Leucemia




A leucemia é uma doença que afeta os glóbulos brancos do sangue, células responsáveis por proteger o organismo contra infecções. As células sanguíneas são produzidas na medula óssea (tecido esponjoso que ocupa o centro dos ossos) e, com o câncer, esse processo é prejudicado: há um aumento de células jovens anormais, que ocupam a medula e impedem a produção de glóbulos brancos maduros.

Por isso, uma anemia de difícil tratamento pode ser um sinal da doença. Febre, cansaço, sangramentos (na gengiva ou manchas vermelhas na pele), perda de peso e gânglios inchados são outros sintomas.

A leucemia é classificada de acordo com o tipo de leucócitos que afetam, e por isso são chamadas de leucemia linfocítica, linfoblástica, ou linfoide, quando atinge os linfócitos; e leucemia mieloide, quando atinge os mielócitos.  Além disso, pode se apresentar de duas formas, aguda e crônica.

Na forma aguda, as células são imaturas, não desempenham seu papel como deveriam e se reproduzem aceleradamente; enquanto que na forma crônica, as células são maduras, e podem manter algumas de suas funções, além de se reproduzirem de forma lenta.A leucemia linfoide aguda é mais comum em crianças, mas pode atingir pessoas com idade acima de 65 anos, enquanto que a leucemia mieloide aguda é mais comum em adultos.
O tratamento da leucemia é feito por quimioterapia para destruir as células anormais.

 Hemograma, analise clinica e exames de medula óssea são alguns dos procedimentos para detectar a doença. A quimioterapia não consegue curar uma parte dos pacientes, então é preciso procurar um doador para realizar o transplante de medula óssea, primeiramente procura-se doadores compatíveis na família, e depois busca-se nos bancos de medula ou cordão umbilical.

O procedimento de doação de medula óssea é feito em centro cirúrgico e, com anestesia peridural ou geral, são realizados punções nos ossos da bacia, para que a medula seja aspirada. Causa apenas um incomodo no doador, que pode ser amenizado com analgésicos, e as células se recompõe em cerca de 15 dias.

A chance de o paciente encontrar uma medula compatível é de, em media, 1 em 100 mil. Daí a importância de incentivar o cadastro voluntario no banco de medulas. O transplante de medula óssea é, muitas vezes, a única chance de cura para o paciente. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A importância do acompanhamento psicológico à pacientes com câncer


Acompanhamento psicológico à pacientes assistidos pelo GAPC


O diagnóstico de câncer é sempre uma experiência estressante, que interfere no bem-estar emocional de praticamente todas as pessoas que são diagnosticadas. É comum surgir dificuldades emocionais e sentimentos de tristeza, preocupações e temores associados à natureza ameaçadora da doença e às várias formas de tratamento. 

Por essas e outras reações, é imprescindível que, durante o tratamento, o paciente conte com acompanhamento psicológico para auxiliá-lo a lidar com as suas emoções e melhorar o humor durante o processo de adaptação ao momento de enfrentamento da doença. 

O acompanhamento psicológico visa minimizar o sofrimento do paciente e de familiares neste novo contexto, que inclui cuidados especiais para que o seu estado emocional não seja barreira para o sucesso do tratamento de câncer. Os pacientes que recebem o diagnóstico de câncer geralmente apresentam ansiedade, medo, estresse, negação da doença, tristeza. As incertezas que cercam o tratamento muitas vezes impõem certo grau de sofrimento aos pacientes e seus familiares.

Em muitos casos a desinformação pode contribuir para tornar o momento ainda mais doloroso. Conhecer as fantasias que a pessoa tem sobre as informações recebidas, checando o que foi compreendido das explicações da equipe multidisciplinar, e desmistificá-las, possibilita maior adesão ao tratamento.

O acolhimento de um profissional de psicologia pode ajudar o paciente a refletir que, mesmo no seu estágio de angústia e insegurança profundas, é possível transpor esse período difícil transformando a dor em aprendizado.

Ao receber o acompanhamento de um psicólogo, o  tratamento fica muito mais leve e, na medida do possível, menos doloroso no aspecto emociona.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Bronzeamento artificial x câncer de pele




O bronzeamento artificial quase duplica o risco do grave câncer de pele melanoma - e quanto mais horas são passadas no bronzeamento, maiores os riscos, de acordo com um novo estudo. Apesar de ser banido no Brasil, o único país do mundo em que as câmaras são completamente proibidas, o bronzeamente artificial ainda é muito comum em países da Europa e Estados Unidos.

Em 2010, o presidente Barack Obama implantou um imposto de 10% sob o uso das câmaras. Desde então, pouco mudou no país, onde mais de 30 milhões de pessoas usam o aparelho. 
Os raios UVA emitidos pelas câmaras estimulam a produção de melanina (que dá a coloração mais escura da pele). É justamente essa radiação que está relacionada a um maior risco de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

As lâmpadas usadas nessas cabines são capazes de acelerar o envelhecimento da pele. O excesso de radiação, por sua vez, pode danificar o DNA das células. O melanoma surge quando uma dessas células danificadas se prolifera.

Conheça as principais dúvidas sobre o bronzeamento artificial.

Pode causar câncer de pele?
Verdade. Estudos da OMS afirmam que a exposição às lâmpadas UVA aumenta em 75% os riscos do desenvolvimento de melanoma, tipo mais grave de câncer de pele, por meio de danos às células da pele. Em geral, quem está habituado a fazer bronzeamento artificial também gosta de se expor ao sol, o que danifica ainda mais as células da pele. Outro erro que eleva os riscos é não fazer uso de filtro solar ao usar as câmaras. 

Conserva a pele hidratada?
Mito. De acordo com a especialista, a luz promove atrofia das células, diminuindo a hidratação da pele e aumentando a perda de água. Além disso, a exposição danifica o colágeno, fazendo a pele perder a elasticidade e o tônus.

Causa envelhecimento precoce da pele?
Verdade. A falta de hidratação, as células danificadas, o colágeno destruído e a perda de elasticidade fazem com que a pele fique envelhecida, surgindo rugas precoces. 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Reconstrução mamária



Muitos  mitos e medos cercam este tema, uma vez que o câncer de mama é um assunto muito delicado para as pacientes , seus familiares e a sociedade de modo geral, embora , grandes avanços tenham sido alcançados na compreensão desta doença.

A reconstrução mamária é uma opção para melhorar a qualidade de vida de uma mulher submetida à mastectomia,   pode  atenuar o impacto emocional e físico provocado pela cirurgia radical,  e tem como objetivo  imediato a  reparação da mutilação da mastectomia; restaurando a forma e o volume da mama amputada , preservando assim a  auto-imagem da paciente; contribuindo para a recuperação psicossocial mais rápida.

Para a mulher, a mama  é um órgão  carregado de simbologia afetiva.  O medo da perda deste símbolo pela  mastectomia, projeta a fantasia de outras perdas como: a feminilidade, a  identidade feminina, a sexualidade;  elementos fundamentais para o bem estar psicológico da mulher.

A reconstrução mamária é um procedimento cirúrgico que devolve o volume e o contorno da mama a mulher submetida a mastectomia, as vezes complementado pela reconstrução da aréola. Durante a cirurgia uma parte do músculo, da gordura e da pele da região inferior do abdome é transferida para a área da mama. Quando a paciente é magra e não tem gordura abdominal em excesso, realiza-se implante de prótese, mas é preciso haver pele e ela deve estar em boas condições.  

Caso contrário, a solução é a técnica antiga - utilização de músculo, gordura e pele das costas. Entre 3 e 6 meses depois da reconstrução, a paciente passa por uma cirurgia de retoque e se preciso opera a outra mama para deixar as duas simétricas.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Maternidade após o câncer




Especialistas afirmam que a gravidez após câncer de mama é desaconselhada, por pelo menos 2 anos após o tratamento ter acabado. Isso porque existe a possibilidade do câncer voltar, embora existam muitos casos bem sucedidos de crianças que são concebidas antes desse tempo, definido como seguro, e passam bem.

Esse risco existe ainda porque pode haver células de câncer restantes no corpo, que tendem a crescer quando são estimuladas por hormônios (que são produzidos em grande quantidade durante a gravidez).

Algumas mulheres, após o tratamento para o câncer de mama, conseguem engravidar sem nenhum tipo de problema, e também amamentar normalmente. Mas, como a quimioterapia e a radioterapia são tratamentos muito agressivos que podem destruir os óvulos, causando infertilidade ou menopausa precoce, se aconselha às mulheres a retirar alguns óvulos e congelar, possibilitando se recorrer à fertilização in vitro.

Além de prevenir a mulher, caso o tratamento danifique de alguma forma o sistema reprodutor, os planos da maternidade motiva as pacientes na luta contra o câncer, ajudando a diminuir a ansiedade, o stress e sofrimento psicológico causado pela doença.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Músculos e ossos - alvos de um câncer silencioso



Apesar de não serem muito comuns, os tumores que atingem os chamados tecidos moles e ossos causam preocupação pela dificuldade de diagnóstico e possibilidade de metástase.

O câncer de músculos e ossos, tecnicamente chamado de sarcoma, é na verdade um grupo de cerca de 5º tipos de tumores diferentes que podem atingir quase todas as partes do corpo. Os principais sintomas desses tumores são dor e limitação de movimentos. Podem atingir proporções muito grandes até a real suspeita do diagnóstico. Em geral, além de dor no local, o tumor pode debilitar a área onde se desenvolveu e ser detectado através de eventuais protuberâncias.

A maior incidência do câncer de ossos é registrada em crianças e adolescentes. OS sarcomas dos ossos são mais comuns em crianças, principalmente na adolescência, que é a fase de maior crescimento desses pacientes. A explicação é que os tumores surgem a partir de um erro na divisão celular, que não é corrigido pelo organismo. A adolescência é o período em que um maior número de células ósseas se dividem, por isso, há uma chance maior de uma mutação acontecer.

Se os sarcomas dos ossos poupam os adultos, os que atingem as chamadas partes moles do corpo agem exatamente de modo contrario e são mais comuns em pessoas acima dos 20 anos. São tumores raros, constituindo uma família com mais de 50 tipos diferentes. Originam-se dos músculos, gorduras, cartilagens, tecidos conjuntivos, vasos sanguíneos e qualquer outra parte do organismo.

O tamanho do tumor é um dos principais fatores para um prognóstico ruim nesse tipo de câncer. Também o grau de agressividade, localização, tipo de tumor, presença ou não de metástase em outros órgãos é determinante para as chances de cura.

Se diagnosticado em sua fase inicial, quando ainda não apresenta metástase, há boas chances de cura: em até 74% dos casos. 


Fonte: Revista O Perigo do Câncer

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A importância do auto-exame de câncer de boca


Assim como as mulheres precisam examinar periodicamente as mamas e os homens com mais de 50 anos devem passar por exames para verificar a existência de câncer de próstata, devemos também nos atentar para os sinais de câncer de boca.
Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), este tumor é o oitavo de maior incidência no Brasil. A cada ano surgem quase 15 mil novos casos.
Como em outros tipos de câncer, o diagnostico precoce é a melhor arma para reduzir o número de vítimas. No entanto cabe uma informação alarmante: cerca de 40¢ dos registro de câncer bucal acabam em morte. Isso acontece porque cerca de 70% dos diagnósticos são feitos quando a lesão atingiu um estagio avançado.
O que mais preocupa é que esse tipo de câncer é bem fácil de investigar. Quando aparecem feridas que não cicatrizam (manchas, caroços, inchaços) em qualquer região da boca, e que não desaparecem em 15 dias, as pessoas devem imediatamente procurar um dentista, porém, não é isso que ocorre na maioria dos casos, muitas vezes por falta de informação.
Outros sintomas ulcerações superficiais com menos de dois centímetros de diâmetro e indolores, que podem sangrar ou não, e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa labial. Dificuldade na fala, mastigação e deglutição, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de ínguas no pescoço também podem ser sintomas de câncer de boca em estagio avançado.
O uso cotidiano de cigarro e álcool, má higiene bucal, próteses dentarias mal ajustadas e deficiência imunológicas, consistem nos principais fatores que levam ao câncer de boca. O auto-exame de boca funciona como uma ferramenta eficaz no diagnóstico precoce.
Deve ser feito em um lugar iluminado, diante do espelho. Com o auto-exame é possível observar evidencias, como mudança na cor da pele e mucosa, endurecimento, caroços e feridas.
Veja na imagem abaixo como fazer o auto-exame, e lembre-se na presença de qualquer sintoma, por menor que ele seja, deve-se procurar um dentista imediatamente. 


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Como a acupuntura pode ajudar pacientes com câncer?



A acupuntura é uma técnica de tratamento da Medicina Tradicional Chinesa, que consiste no estímulo de pontos determinados da superfície da pele, denominados “meridianos” ( canais de energia, onde se localiza “pontos “ que deverão ser estimuldos tanto para sedação , como para tonificação, com o objetivo de equilibrar a energia vital do ser humano ). Dentro da concepção chinesa, a doença é uma manifestação de desequilíbrio, e a acupuntura seria uma forma de readquirir a harmonia perdida.Para quem sofre com o câncer, a saída é buscar tratamentos que priorizam e melhoram o bem estar e aliviam os sintomas das fortes medicações. 

A técnica é muito eficiente na redução de efeitos colaterais no tratamento do câncer. Sintomas como náusea, vômitos, transpiração excessiva, queda da imunidade, depressão, tristeza, calores são bem controlados pelo método milenar chinês, além da diminuição das dores e efeitos colaterais da quimioterapia que sempre incomodam os pacientes neste período tão difícil de recuperação. A acupuntura melhora o sono, aumenta os hormônios da alegria, serotonina e endorfina, e reduz os sintomas da medicação obrigatória por 5 anos.

Ao contrário de tratamentos tradicionais, a acupuntura é muito eficiente no combate a dores e não possui efeitos colaterais, que mexem com a libido, aumentam o peso, causam náusea, entre outros incômodos. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

O que o cigarro faz no corpo humano?



O cigarro pode causar cerca de 50 doenças diferentes, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação, cânceres de vários tipos e doenças respiratórias. A fumaça do cigarro é absorvida por combustão, o que aumenta ainda mais os males da sua composição. Em cada tragada são inaladas 4 700 substâncias tóxicas. Entre elas, três são consideradas as piores.
A primeira é a nicotina, que provoca dependência e chega ao cérebro mais rápido que a temida cocaína, estando associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea). A segunda é o monóxido de carbono (CO), aquele mesmo que sai do cano de escapamento dos carros. Ele combina com a hemoglobina do sangue (responsável pelo transporte de oxigênio) e acaba reduzindo a oxigenação sanguínea no corpo. É por causa da ação do CO que alguns fumantes ficam com dores de cabeça após passar várias horas longe do cigarro. Nesse período de abstinência, o nível de oxigênio circulando pelo corpo volta ao normal e o organismo da pessoa, que não está mais acostumado a esse "excesso", reclama por meio das dores de cabeça. A terceira substância tida como grande vilã é o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.
Todo câncer relacionado ao fumo - como na boca, laringe ou estômago - tem alguma ligação com o alcatrão. A união desse poderoso trio de substâncias na composição do cigarro só poderia tornar o produto extremamente nocivo à saúde. Para se ter uma idéia, 90% dos casos de câncer de pulmão - a principal causa de morte por câncer entre os homens brasileiros - estão ligados ao fumo.
O cigarro também diminui o calibre das veias, o que diminui a irrigação sanguínea da pele e diminui a chegada de oxigênio e nutrientes para as células. O resultado é um envelhecimento precoce da pele, com rugas em média 20 anos mais cedo que os não fumantes.
Entre as mulheres, o cigarro aumenta em mais de 3 vezes o risco de desenvolver psoríase, doença sem cura que causa feridas na pele. Entre os homens, ela não chega a causar a doença, mas agrava os sintomas naqueles que já sofrem com ela.
Além de dar mau hálito e dentes amarelados, fumar aumenta de 4 a 15 vezes a chance de ter câncer de boca. E mais de 60% das pessoas que são diagnosticadas com esse tipo de câncer não tem chance de cura.
Quem fuma muito tem de 20 a 30 vezes mais chance de ter câncer de pulmão. Além disso, o fumante diminui sua capacidade de respiração e tem maiores chances de ter qualquer doença respiratória, como bronquite e enfisema. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Câncer de próstata




A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

O exame preventivo básico, que detecta a presença de tumor na próstata, é o exame de toque retal. Graças ao alinhamento do canal de urina e o de fezes, onde fica a próstata, o tumor aparece comumente na zona periférica (casca) e podemos com o dedo indicador no reto sentir o relevo, temperatura, consistência, tamanho e mobilidade da glândula. O exame não é doloroso, apenas desagradável, mas rápido. 

O sucesso do tratamento depende da fase em que o tumor é detectado. Se precoce, ainda dentro da glândula, pode ser retirado por uma técnica cirúrgica que na maioria das vezes leva à cura.  
Estima-se que 60.180 novos casos de câncer de próstata sejam registrados no ano de 2012 só no Brasil. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fisioterapia oncológica


Fisioterapia oncológica em pacientes do GAPC


A fisioterapia em oncologia é uma especialidade que tem como objetivo preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas do paciente, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento oncológico.

O fisioterapeuta oncológico deve estar apto para desenvolver suas atividades com pacientes infantis, adolescentes, adultos jovens e idosos, em situações que vão desde a cura aos casos em que ela é irreversível, e desenvolver seus programas de tratamento dentro deste contexto. O profissional dessa área deve saber lidar com as seqüelas próprias do tratamento oncológico, atuando de forma preventiva para minimizá- las.

As indicações para assistência fisioterapêutica são determinadas pelas disfunções causadas pelo tumor no paciente, assim como pelos tipos de tratamento adotados.

A radioterapia, indicada tanto para o tratamento exclusivo da doença quanto para complementação dos outros tratamentos, pode acarretar fibrose, levando à restrição de movimento, edemas e disfunções ventilatórias, entre outras.
Diversos tipos de quimioterápicos podem causar neuropatias periféricas, fibrose pulmonar e miocardiopatias. O uso prolongado de corticóides pode resultar em quadros de miopatia e osteoporose.

A cirurgia visa não apenas a remoção do tumor, mas também dos tecidos sadios adjacentes, a fim de evitar a permanência de doença residual macro ou microscópica. Tal fato acarreta seqüelas sensitivas, motoras, vasculares e respiratórias, dependendo da área afetada.
A assistência fisioterapêutica ao paciente oncológico tem início no pré-operatório, visando o preparo para o procedimento e redução de complicações. Durante o período de internação o enfoque é global, prevenindo, minimizando e tratando complicações respiratórias, motoras e circulatórias. A dor é uma das principais e mais freqüentes queixas do paciente oncológico, devendo por isto ser valorizada, controlada e tratada em todas as etapas da doença. As diversas técnicas para analgesia são um ponto forte da Fisioterapia em Oncologia.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

A importância do acompanhamento nutricional à pacientes com câncer


Acompanhamento nutricional no GAPC

Independente do tipo do câncer, o tratamento é sempre delicado, porque os pacientes ficam debilitados por conta do esforço exigido pelo organismo para reagir à doença e aos tratamentos, e pela imunidade do organismo, que fica baixa e suscetível a infecções.
Uma das consequências mais frequentes nos tratamentos do câncer é a desnutrição, decorrente da redução da ingestão de alimentos, alterações metabólicas provocados pelo tumor e pelo aumento da demanda calórica pelo crescimento do câncer. Daí a importância do tratamento multidisciplinar, incluindo acompanhamento nutricional, segundo especialistas.
A agressividade e a localização do tumor, os órgãos envolvidos, as condições clínicas, imunológicas e nutricionais impostas pela doença e magnitude na terapêutica são fatores que podem comprometer o estado nutricional do paciente, com graves implicações prognósticas, e interferir diretamente no tratamento, seja ele cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico.
De acordo com especialistas, nos casos em que é realizada a quimioterapia, a nutrição auxilia os pacientes a reduzir efeitos colaterais como mucosite, esofagite, diarreia, obstipação, náuseas, vômitos, alteração de paladar, saliva espessa e viscosa e boca seca. Estes casos podem ser monitorados com uma nutrição oral adequada, podendo contar também com suplementos nutricionais e até auxílio de alimentação enteral (dieta líquida administrada por meio de uma sonda colocada no estômago ou no intestino), enfatizando, ainda, a importância de uma nutrição equilibrada. Em alguns casos, se o paciente não tiver um acompanhamento nutricional adequado, a desnutrição pode levá-lo a óbito, mesmo com o câncer controlado.
O acompanhamento nutricional é importante na prevenção e tratamento da desnutrição e exercem papel importante no cuidado nutricional de pacientes com câncer.

A dieta oral pode melhorar a nutrição em pacientes que podem aceitá-la, mas requer formulações especiais face a alterações do trato gastrintestinal. A prescrição dietética apropriada pode atenuar necessidades mais complexas e custos. O sucesso da sua implementação requer instrução do paciente e de sua família pelo nutricionista. 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Câncer é Hereditário?





Quando se fala de câncer hereditário deve-se esclarecer que nos referimos à predisposição de ter a doença, no caso do pai ou da mãe possuírem um determinado tipo de tumor.

Existem muitos tipos de câncer, e em alguns deles há uma clara relação com fatores ambientais, como o câncer de pulmão e o hábito de fumar, o câncer de pele e a exposição excessiva ao sol. Outros, porém, estão vinculados à questões hereditárias. No caso do câncer de mama, as filhas de mulheres que tiveram este câncer, possuem maior predisposição de tê-lo.

Cabe ressaltar que o câncer é um amplo grupo de doenças que se caracterizam pelo crescimento descontrolado de células anormais. Enquanto as células normais se reproduzem de maneira ordenada e crescem com um propósito - como, por exemplo, cicatrizar feridas - as células cancerosas crescem sem nenhuma razão especial, multiplicam-se sem controle, destruindo tecidos sadios e podem disseminar-se por diversas partes do corpo.

No homem os tumores mais comuns são os de pele, próstata, pulmão e cólon ou reto. Nas mulheres, são os de pele, mama, cólon, reto, pulmão e útero. Para ambos os sexos combinados, os tipos mais comuns são os de pulmão, cólon, reto e de pele.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Exercícios físicos melhoram a saúde de pacientes com câncer


Pacientes com câncer que participam de programas de exercícios físicos regulares apresentam melhorias significativas na saúde física e mental, de acordo com pesquisadores canadenses da Universidade de Alberta e do Alberta Cancer Board.
O diagnóstico de câncer e seu tratamento são geralmente associados a efeitos colaterais negativos, que diminuem a qualidade de vida. Acima de tudo, os estudos demonstraram consistentemente que exercícios físicos após o diagnóstico de câncer trazem um efeito positivo para a qualidade de vida, incluindo bem-estar físico, funcional, psicológico e emocional.
Foram avaliados casos de câncer de mama, leucemia, tumores sólidos, câncer de cabeça e pescoço, de colo-retal e da infância. 
Pacientes que fizeram uso de bicicleta ergométrica, caminhada ou exercícios de resistência foram acompanhados durante um mínimo de 12 semanas até um ano.
Os pacientes demonstraram melhoras significativas em medidas físicas, como estamina, força muscular e dor, bem como em fatores psicológicos como ânimo, auto-estima e satisfação com a vida.
Porém, os pesquisadores advertem que os efeitos dos exercícios podem não ser extensivos aos outros tipos de câncer que não tenham sido avaliados, tais como próstata, pulmões, rins, bexiga e útero.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Chocolate ajuda a combater câncer de intestino


Pesquisadores da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos afirmam que o chocolate pode servir para combater o câncer de intestino, segundo o britânico Daily Express. Algumas moléculas presentes no cacau, chamadas de procianidinas, possuem propriedades antioxidantes, que serviriam para proteger as células das degenerações do tumor.
Ainda de acordo com a publicação, os cientistas conduziram uma série de testes com uma versão sintética das procianidinas chamadas GECGC, substância presente nas barras de chocolate Mars, empresa que ajudou a financiar a pesquisa, examinando os efeitos em células afetadas por 16 tipos diferentes de tumor.
Os resultados mostraram que o GECGC atua positivamente sobre quatro tumores, especialmente sobre duas variedades de câncer de intestino, em que a substância conseguiu desacelerar 50% o crescimento do tumor.
"Nós todos ouvimos falar que o chocolate faz bem. Agora esse estudo parece indicar o porquê", disse Min Kim, o cientista que conduziu o estudo publicado na revista científica Cell Cycle.
As doses de GECGC utilizadas nos experimentos eram bem similares às quantidades de procianidina que alguém ingere se come um chocolate ocasionalmente. A descoberta é o mais recente benefício do chocolate descoberto.
Cientistas alemães deram esperanças às vítimas de diabete, ao anunciar que uma fórmula da cacau enriquecido pode reverter danos em artérias.

quarta-feira, 28 de março de 2012

O câncer e o coração


Tumores não originados no coração mas que o atingem.
A maioria dos tumores do coração não tem origem no próprio coração, pois são mais freqüentemente oriundos de tumores à distância (metastáticos). Podem atingir o coração por via hemática (a maioria) ou por via contígua, quando se originam em tecidos vizinhos do coração e o invadem.
Qualquer tumor pode atingir estruturas do coração. Os mais freqüentes são o câncer de pulmão, de mamas, melanomas, leucemia e linfomas. Nas autópsias encontram-se desde 1 até 20% de comprometimento do coração pelo câncer. Nos melanomas, essa freqüência chega a 60%.
Os sinais e sintomas produzidos por tumores metastáticos no coração são semelhantes aos dos tumores benignos, mas essas manifestações muitas vezes não são registradas, tanto pelo paciente como pelo médico, porque as produzidas pela doença primária geralmente predominam o quadro clínico.
A hipercoagulabilidade do sangue, uma tendência aumentada do sangue de coagular e formar êmbolos, está aumentada em pessoas portadores de tumores. Isso pode obstruir vasos em qualquer parte do organismo, dependendo os sintomas dos vasos obstruídos.
Existe ainda uma tendência aumentada nos portadores de câncer, principalmente os cânceres originados no sistema digestivo, para a instalação de endocardite trombótica não bacteriana. Uma outra maneira do câncer comprometer o coração são as conseqüências do tratamento.
A radioterapia pode comprometer as coronárias por promover a arteriosclerose. Pode também causar dano ao músculo cardíaco, provocando a miocardite actínica. Ao atingir o pericárdio pode provocar pericardite. A radiação atinge tanto as células doentes como as sadias.
A quimioterapia, principalmente daqueles cânceres que melhor respondem a esse tratamento, pode provocar dano considerável ao coração. As conseqüências da quimioterapia costumam se manifestar no coração tardiamente, quando a doença básica está curada ou em estágio paliativo prolongado. Quem deverá pesar os prós e os contras na escolha de qualquer tratamento e seus eventuais riscos e benefícios, é o médico responsável pelo paciente.