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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Amamente seu bebê e previna-se do câncer de mama


A amamentação oferece muitos benefícios para a saúde da mãe e do bebê. Um desses benefícios é a prevenção do câncer de mama. Estima-se que o risco de desenvolver a doença diminua cerca de 4% a cada um ano amamentando. Essa proteção abrange todas as mulheres, independente da idade ou de estar na menopausa. E inclusive, o leite materno ajuda a diminuir as chances da criança ter um eventual câncer de mama quando for adulta.

Vários estudos mostram que mulheres que tiveram mais filhos e amamentaram mais vezes têm menos tendência a possuir um câncer de mama do que aquelas que ainda não foram mães ou possuem apenas um filho. Mostram também que, nos países menos desenvolvidos, onde as pessoas possuem maior quantidade de filhos, existe menor incidência da doença.

Enquanto a mulher amamenta, ela bloqueia os ciclos ovulatórios, ou seja, deixa de produzir um quantitativo maior de hormônios femininos nessa fase, sendo que uma grande parte dos casos de câncer de mama tem relação com hormônio feminino. Além disso, durante o período de amamentação, a mulher geralmente perde peso, e o excesso de peso é um fator risco para o câncer, funcionando então como um fator protetor contra a doença. E tem também o fato de que quando leite circula pelos ductos mamários, acaba removendo agentes cancerígenos da superfície das células ductais.

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva por seis meses. Após isso, recomenda-se que o leite materno continue sendo oferecido em parceria com a alimentação complementar. Isso pode se estender até os dois anos de idade ou mais.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Sobre o câncer de ovário

Amanhã é o dia Mundial do Câncer do ovário. Por isso a importância da conscientização das mulheres deste câncer silencioso e menos comentado que o câncer de mama.

O câncer de ovário é considerado o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. A maioria dos tumores malignos de ovário só se manifesta em estágio avançado. É o câncer ginecológico mais letal, embora seja menos frequente que o câncer de colo do útero.

O câncer de ovário pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete principalmente as mulheres acima de 40 anos de idade. É a quarta causa de morte por câncer em mulheres, sendo o mais letal dos tumores ginecológicos. Isso se deve ao fato de que na maioria dos casos, o diagnóstico precoce não é frequente, já que são tumores de crescimento lento com sintomas que levam algum tempo para se manifestarem.

O quadro clínico não é muito específico e pode se manifestar como dor abdominal difusa, isto é, que se espalha por várias direções, constipação, aumento de volume do abdômen e desconforto digestivo ou dispepsia.

Existem três tipos principais de tumores de ovário:

  • Tumores Epiteliais - Começam a partir das células que cobrem a superfície exterior do ovário. A maioria dos tumores ovarianos são tumores de células epiteliais.
  • Tumores de Células Germinativas - Começam a partir das células que produzem os óvulos.
  • Tumores Estromais - Começam a partir de células de tecidos estruturais que mantêm os ovários juntos para a produção dos hormônios femininos estrogênio e progesterona.

A maioria destes tumores é benigna e não se dissemina para além do ovário. Os tumores benignos podem ser tratados mediante a remoção de qualquer dos ovários ou a parte do ovário que contém o tumor.

Os tumores ovarianos malignos, podem se disseminar (metástase) para outras partes do corpo.

Diagnóstico:
A grande dificuldade desse tipo de câncer sempre foi o diagnóstico precoce, determinante para a cura ou sobrevida da paciente. Exames isolados nem sempre são capazes de mostrar a doença em sua fase inicial, mas tentativas de desenvolver um processo que seja eficaz nessa descoberta estão em andamento.

Uma coisa é certa: esse câncer não tem relação com o aparecimento de cistos benignos no ovário (ou cistos funcionais) ou com a síndrome dos ovários policísticos. Essa síndrome, de origem hormonal, atinge 15% das mulheres em idade reprodutiva e tem sintomas bem claros: irregularidade menstrual, aumento dos pelos no corpo, da oleosidade na pele e da concentração de gordura corporal.

Histórico Clínico e Exame Físico
Durante a consulta o médico fará perguntas sobre seu histórico clínico e de seus familiares próximos. Ele também perguntará sobre possíveis fatores de risco e sintomas para avaliar se algo possa sugerir um câncer de ovário.
O exame físico fornece informações sobre sua saúde geral, possíveis sinais de câncer de ovário, e outros problemas de saúde. No exame pélvico, o médico procurará sentir algum aumento no ovário e sinais de líquido no abdome (ascite).

Fonte